Início Guarulhos Plano de Saúde deixa de ser prioridade para quase 40 mil guarulhenses

Plano de Saúde deixa de ser prioridade para quase 40 mil guarulhenses

Em função da crise econômica que assola o País nos últimos anos, o plano de saúde, um daqueles itens considerado de extrema importância no âmbito familiar, passou a ficar em segundo plano. Cerca de 40 mil guarulhenses cancelaram seus planos entre os anos de 2014 e 2016. A rede pública municipal de Saúde também apresentou queda no atendimento a população.

No mês de dezembro de 2014, o município de Guarulhos contava com 564.063 beneficiários em planos de assistência médica; em dezembro de 2015, o número passou para 549.973; em dezembro de 2016, o número de beneficiários registrado era 525.587 beneficiários. Em dois anos, portanto, o número de beneficiários em planos de assistência médica no município teve uma queda de 38,4 mil beneficiários.

Sobre os fatores que influenciaram a queda: De maneira geral, o comportamento e a expansão do mercado de saúde suplementar estão historicamente vinculados às empresas que oferecem planos de saúde coletivos para seus funcionários. Essa modalidade de comercialização sempre foi a mais robusta e se mantém assim: atualmente, no país, mais de 66,2% dos beneficiários de planos de saúde estão em planos coletivos empresariais.

De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), é natural que a situação econômico-financeira e o crescimento ou queda da empregabilidade no país influenciem diretamente empresas e consumidores, provocando aumento ou redução do número de beneficiários, de acordo com o cenário. Sendo assim, uma melhora nessas condições tende a se refletir positivamente também no mercado de saúde suplementar.

Já o Governo Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, revelou que neste mesmo período houve queda em aproximadamente 11% no número de atendimento ambulatorial e internações hospitalares no mesmo período. Em 2014 foram atendidos quase 16 mil pacientes e pouco mais de 33 mil internações. Em contrapartida, dois anos depois este índice passou para 13 mil atendimentos e outras 30 mil internações.

Reportagem: Antônio Boaventura
Foto: Ivanildo Porto

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