Pacientes classificam como péssimo o atendimento no Hospital da Criança

Usuários do Hospital da Criança e Adolescente (HMCA) demonstram sua insatisfação com o atendimento praticado naquele equipamento da Saúde. Pacientes chegam a esperar por até 7 horas para concluir o devido atendimento no local. A Prefeitura afirma que modificações foram realizadas para ampliar o número de atendimentos.

“O atendimento aqui é péssimo. Agora colocaram divisórias na triagem e com isso ficou muito abafado. Eu ouvi falar lá dentro que depois da triagem a espera é de quase duas horas para atender”, declarou a doméstica, Patrícia Souza, 34 anos.

Já a vendedora Kátia Oliveira, 35, que acompanhava seu filho de 4 anos, revelou que em oportunidades anteriores teve de esperar por um período de 7 horas para ser atendida. Entretanto, na tarde desta terça-feira (04) ela afirmou ter chegado ao HMCA ás 11h30 e até ás 16h40 não havia sido atendida.

“Os médicos são atenciosos e nos atendem bem. O problema em si é a superlotação e demoram demais para atender. Hoje tinham 40 pessoas na minha frente para fazer ficha. A última vez eu fiquei aqui por sete horas”, disse a doméstica.

O Hoje obteve a informação de que os pacientes, além de esperar por um determinado tempo, também precisam aguardar por até 3 horas para ser atendidos e outras 2 horas para tomar a medicação, caso seja necessária.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, ressalta que a infraestrutura do hospital continua a mesma, apenas houve uma adaptação para acomodar mais pacientes que necessitam de observação. A pasta revela que o Hospital da Criança e do Adolescente conta com uma média de cinco médicos somente no pronto-socorro, além de um específico na emergência.

Outro fator destacado pelo governo municipal está relacionado à mudança do fluxo de atendimento no pronto-socorro e está trabalhando a divulgação dos demais serviços de pediatria com funcionamento 24 horas por dia do município. O objetivo é desafogar o Hospital, que tem a missão prestar assistência aos casos mais graves, sendo que hoje cerca de 80% dos casos atendidos no local poderiam ser resolvidos com maior rapidez nas policlínicas Dona Luíza, Paraíso e Maria Dirce, bem como na UPA São João.

Reportagem: Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto