Idosa aguarda por cirurgia no fêmur há uma semana no Hospital Geral

A idosa Delci Claro, 76, moradora da Vila Galvão, aguarda há mais de uma semana por uma cirurgia no fêmur e úmero do lado direito, no Hospital Geral de Guarulhos (HGG). Delci deu entrada na última segunda-feira (22), após cair da escada de cimento quando iria conversar com uma vizinha.

De acordo com a família, ao chegar ao hospital, não havia leito disponível, e com isso, a idosa teve de passar um dia no corredor, aguardando a liberação e com fortes dores após a fratura. Na terça-feira (23), ela foi encaminhada para a sala de observação, onde ficou até a última sexta-feira (26), quando foi encaminhada para um quarto, porém, a expectativa da cirurgia, se tornou uma angústia, após o HGG estimar o prazo em mais duas semanas.

“Eles falaram que a previsão caso o hospital consiga atender é de duas semanas, e afirmaram que é preciso ter paciência e esperar”, disse a sobrinha Priscila Corrêa, alegando também problemas como atendimento, pois raras vezes consegue informações com algum médico ou enfermeiro.
Além da espera, Delci está apenas com uma tipoia no braço direito, e na perna está sem nenhuma proteção, e reclama de dores durante toda parte do tempo. “Os enfermeiros apenas ajudam quando ela reclama de dores, que passam medicamento, porém, outras tarefas, acabo cuidando sozinha da minha tia”, afirmou Priscila, alegando também que faltam materiais de higiene no HGG.

A reportagem do HOJE entrou em contato com o Hospital Geral, que revelou em nota um aumento de 35% na demanda do pronto-socorro, além de estar atendendo com todos os procedimentos necessários a paciente Delci Claro. “O Hospital Geral de Guarulhos esclarece que está atendendo devidamente a paciente Delci Claro que, inclusive, passa por exames pré-cirúrgicos e já tem procedimento agendado para quinta-feira, dia 1º de junho. Todos os itens necessários ao cuidado médico estão disponíveis na unidade, e cabe à família providenciar itens pessoais de higiene, como escova de dente e desodorante, por exemplo. Não há falta de profissionais. Ocorre que, desde o início do ano, houve aumento de 35% na demanda do pronto-socorro”.

A nota também esclarece que atualmente, o HGG realiza, em média, 400 atendimentos por dia em seu pronto-socorro, além de ser referência em casos de urgência e emergência em Ortopedia e, devido à sua localização (próximos a Rodovia Dutra e Fernão Dias), recebe elevada demanda de casos desse tipo. Por isso, os casos mais graves, que oferecem maior risco à segurança do paciente, são priorizados, conforme preconiza o SUS.

Reportagem: Ulisses Carvalho
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