Divergência entre base e oposição deixa votação de reajuste salarial para esta 5ª

Apesar de definido o acordo sobre o reajuste salarial entre Prefeitura de Guarulhos e servidores públicos municipais há 13 dias, vereadores que compõe a base do governo e a oposição não chegaram a um entendimento, e a votação do projeto de lei que avaliza o reajuste salarial de 3,26% ao funcionalismo ficou para esta quinta-feira (8).

A referida proposta seria votada em três sessões extraordinárias, mas a obstrução de parlamentares petistas, que pretendiam apresentar até 30 emendas ao projeto de lei elaborado pelo prefeito Guti, travaram os trabalhos e impediram que a votação ocorresse de forma normal. A proposta foi apenas deliberada nesta terça-feira (6).

De acordo com o vereador Edmilson Souza (PT), líder da oposição, o projeto de lei apresentado fere a lei federal n.º 6321/1976, que não permiti descontar em programa de alimentação ao trabalhador mais que 20% dos vencimentos. Ele também entende que o reajuste deve ser pago em parcela única.

“O impasse maior está dentro da base do governo (que conta com 27 vereadores). As nossas emendas apresentaríamos em votação normal. Não vamos fazer nenhum movimento para não votar. A base não se entende sobre a questão de votar a inclusão dos comissionados ou não”, explicou Souza.

Em contrapartida, Eduardo Carneiro (PSB), líder do governo, entende que a obstrução realizada pela oposição foi desnecessária, já que este processo foi discutido diretamente entre o Executivo e os servidores públicos. “Os vereadores, independente de serem oposição ou base. precisam ter responsabilidade. Existe uma Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo chegou a um consenso com os trabalhadores e não tem tanto problema para se obstruir. Se a oposição partir para este lado, é claro, que vai trazer mais malefício do que benefício”, concluiu.

Reportagem: Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto