Mulher aponta descaso no atendimento por perda de filho no Hospital Geral

A supervisora administrativa Mayara Guedes de Oliveira, 24, moradora do Jardim Marilena, região do Taboão, reclama do descaso com o atendimento realizado no Hospital Geral de Guarulhos (HGG), localizado no Parque Cecap, após a perda do filho, que chegou a nascer no dia 16 de julho, porém, faleceu por insuficiência respiratória minutos mais tarde, segundo afirmou Mayara.

“Toda a minha gestação foi acompanhada através de consultas com um médico no posto de saúde, que me alertou para ter a criança no dia 13 de julho”, disse a jovem, que na mesma data sentiu fortes dores e foi até ao HGG, porém, apenas foi medicada e retornou para a residência.

No dia 16 de julho (domingo), no inicio da madrugada a situação foi diferente, e mais uma vez sentindo fortes contrações e com a pressão alta foi encaminhada para o HGG novamente, porém, chegando lá, foi medicada e o médico teria checado a parte cardíaca do bebê e colocado Mayara em estado de observação.

“Eu não iria para a sala de cirurgia, eles iriam me liberar, porém, com a pressão alta e as contrações retornando, eles demoraram quarenta minutos para me levar a cirurgia e ainda quase caí da maca”, revelou a supervisora, inconformada por ter dado entrada no hospital no inicio da madrugada, mas o parto foi realizado somente no final da manhã.

A jovem alega que ainda ouviu o choro da criança ao nascer, porém, o bebê do sexo feminino faleceu minutos depois do parto, por volta do 12h15. A prima de Mayara, Priscila Galvão Prado, 24, estudante, disse que tudo está sendo muito doloroso e que a família deverá entrar na justiça. “Era a primeira filha do casal, ela está muito triste com essa situação toda e agora estamos no aguardo do prontuário para dar entrada na justiça”, disse Priscila.

 

Em nota, Hospital Geral alega que denúncia não procede

A denúncia não procede de forma alguma. A paciente Mayara Guedes de Oliveira foi devidamente atendida pelo Hospital Geral de Guarulhos nas duas ocasiões em que procurou a unidade, mediante avaliação da condição clínica e idade gestacional. Todos os protocolos médicos para o caso foram seguidos pela equipe que atendeu à gestante.

No dia 13 de julho, foi atendida no pronto-socorro obstétrico e passou por avaliação e exames de vitalidade fetal, em conformidade com os protocolos clínicos. Ela não estava em trabalho de parto e não havia completado as 41 semanas de gestação, sendo orientada quanto à importância de acompanhamento a cada dois dias até que constatasse o trabalho de parto ou completasse a idade gestacional indicada.

Retornou à unidade no dia 16, quando foi prontamente atendida pela equipe médica, com monitoramento da situação fetal. Devido à constatação de anormalidade em exame de ecocardiotocografia, foi realizada cesárea de emergência, sem intercorrências. Porém, o bebê nasceu em estado crítico.

Cabe esclarecer que o HGG é referência para casos de gravidez de alto risco, a exemplo da gestação da Sra. Mayara. O hospital está à disposição da família para eventuais esclarecimentos.

Reportagem: Ulisses Carvalho
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