Ministério da Justiça solicita remoção dos ônibus do programa ‘Crack, É Possível Vencer’ das ruas

Pagou e não levou. O Governo Federal comprou unidades de ônibus adaptados para a promoção e execução do programa ‘Crack, É Possível Vencer’ nos municípios, porém, a empresa responsável pela produção destes veículos, segundo o Ministério da Justiça, não entregou os mesmos nas características especificadas. A cidade de Guarulhos conta com três veículos.

“Veio uma determinação do Ministério da Justiça que os ônibus não podem sair [às ruas]. Quando foram comprados eram para ser entregues com o equipamento que era necessário. O Governo Federal comprou e pagou. Mas, só que a empresa não entregou o que deveria ter sido entregue”, declarou Gilvan Passos, secretário de Assuntos para Segurança Pública.
A medida foi adotada contra a Comil Ônibus S.A. em meados do mês de setembro. Entretanto, fontes ouvidas pelo HOJE garantem que a solução deste imbróglio deve ter um desfecho somente no próximo ano. O custo médio de cada veículo é de R$ 700 mil.

“Com isso, logicamente, o Ministério da Justiça entrou com um pedido, e nele dizia para eles entregarem os ônibus no modelo que compramos ou vamos devolvê-los. Há uma pendência judicial e uma determinação para que os ônibus não saiam. Isso traz um prejuízo enorme para a cidade”, concluiu Passos.

Funcionando como base móvel de videomonitoramento, o ônibus é equipado com quatro câmeras externas e duas internas. Elas têm resolução de 1.3 megapixels e capacidade de 30 frames por segundo, ou seja, são capazes de capturar 30 imagens por segundo. Dentro dos veículos estão ao menos três agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), que receberam suporte e treinamento especial para atuar no ônibus adaptado.

Antônio Boaventura
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