Os casos de estupro de vulnerável aumentaram 80% na cidade em comparação ao ano anterior, somando apenas nestes nove primeiros meses, 159 ocorrências contra 88 em 2016, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O bairro com maior número não foi divulgado, mas os meses com maior incidência do crime foram março e maio, com 22 casos.

O crime é configurado como estupro de vulnerável ao ter conjunção carnal ou praticar algum ato libidinoso com menores de 14 anos, ou que apresentem alguma enfermidade ou deficiência mental. A punição para este tipo de crime é de 10 a 20 anos de reclusão, e no caso de morte, de 12 a 30 anos.
Em 2016, Guarulhos não registrou nenhum caso durante os seis primeiros meses, apenas em setembro teve ocorrência, sendo o mês com maior número de crimes em outubro. Neste ano, houve casos envolvendo pai e filha na região do Ponte Alta, e até pastor no Jardim Bananal.

No mês de abril, um pai foi acusado de estuprar a própria filha, e segundo teria afirmado a adolescente aos policiais, Cleiton Alcântara da Silva, estaria embriagado, sendo detido em flagrante pela Polícia Militar. Em outro caso, na Estrada do Tanque Grande, um pastor foi acusado de estuprar uma criança de dez anos dentro de um veículo.

Em resposta, a SSP afirmou ao HOJE que na ocorrência do Ponte Alta, o acusado foi encaminhado ao Poder Judiciário. Já o pastor, foi autuado em flagrante e encaminhado para a penitenciária Parada Neto, e segundo a Polícia Civil, foi apresentado um segundo suspeito no crime, para o qual foi instaurado um inquérito policial que segue em andamento pelo 7°DP.

“Os números de estupros de vulnerável começaram a ser divulgados no site a partir de setembro de 2016 com o objetivo de ajudar as políticas de prevenção contra esse tipo de crime. O Estado de São Paulo conta com 133 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e todos os policiais civis de São Paulo passam por aulas específicas na Academia de Polícia, como Atendimento Público e Direitos Humanos para prestar o melhor atendimento às vítimas”.

Reportagem: Ulisses Carvalho
ulissescarvalho@grupomgcom.com.br

Foto: Albani Ramos/Folhapress

1 COMENTÁRIO

  1. Infelizmente esse crime estar se alastrando .Eu estou passando por isso aqui em BH. A minha neta estava sendo abusada pelo meu companheiro. Fiz a denúncia e até agora nada foi feito. Graças a Deus que não consumou o ato.

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