Usuária reclama da falta de medicação e comércio de bijuterias no Cemeg Gopoúva

A auxiliar de vendas Hayane Souza, 24, realiza um tratamento com medicação controlada que começou durante o ano passado junto com a mãe, porém, com a falta de medicamento desde o mês de julho no Centro de Especialidades Médicas de Guarulhos (Cemeg) Gopoúva, localizado na rua Dona Antônia, n°987, e a falta de condição para comprar, a situação está comprometendo o tratamento da usuária, que continua sem o remédio.

Os dois medicamentos utilizados por Hayane são a Fluoxetina e o Clonazeplam, ambos para controlar casos de pessoas que sofrem de ansiedade e depressão, além de crianças que apresentam casos de convulsão. Se não bastasse esse problema, a auxiliar de vendas reclama de outra situação, o comércio irregular dentro do Cemeg.

“Várias vezes quando cheguei lá havia a comercialização de produtos dentro da unidade como óculos de sol, bolsas e bijuteria”, revelou alegando que a pessoa que realizava a venda estava com o mesmo uniforme de funcionários que trabalham no local.
A reportagem do HOJE contestou a Secretaria da Saúde sobre estes dois casos, e na questão envolvendo a falta dos remédios, a administração municipal afirmou que o fornecedor do medicamento Fluoxetina rescindiu o contrato com a prefeitura, porém, já foi efetuado um contrato emergencial para abastecer a rede. Já o Clonazepam, está em processo de compra.

“Sobre a comercialização de produtos dentro da unidade, a Secretaria esclarece que a prática é proibida no local, inclusive com comunicados afixados nas paredes e portas de consultórios, coibindo o ato”.

Reportagem: Ulisses Carvalho
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Foto: Ivanildo Porto