Secretário aponta redução no processo de retenção de macas nas unidades de saúde

Além da melhoria na prestação de serviço público, o secretário de saúde Sérgio Iglesias disse que uma de suas metas é reduzir a retenção de macas nas unidades do município. Este processo ocorre, em especial, durante atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Hoje ele entra e vai para a sala de estabilização inicial, onde o paciente tem baixa permanência. Com essa nova dinâmica tende a evitar o máximo essa retenção de macas. A maca era um leito que não existia em um pré-atendimento de emergência”, explicou Iglesias.

Estudo realizado em 2016 pelo atual presidente do Conselho Municipal de Saúde, Antônio do Vale, revelou que as macas ficam retidas nas unidades de saúde da cidade até 5 mil horas. O Hospital Municipal de Urgências (HMU) foi o recordista com quase 2.300 horas. O prejuízo para o município naquele ano foi de aproximadamente R$ 900 mil.
“Este hospital está mudando o conceito quanto à retenção de macas. Nós não temos mais aquele modelo, cujo paciente chega, entra num ambiente superlotado e em acomodações inadequadas, que você tem que fazer a adaptação para o atendimento”, disse Iglesias sobre ações adotadas no HMU.

A secretária-adjunta de Saúde, Graciane Mechenas, afirmou que o atual quadro está mudando e que as dinâmicas dos processos adotados estão colaborando para uma redução na retenção das macas. “Desde que a gente assumiu a secretaria, essa dinâmica de retenção vem mudando dia a dia. O Samu tem trabalhado com macas reservas. É visível a dinâmica de administração. É o direcionamento dos pacientes e reorganização do sistema”, concluiu.

Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto