Prefeitura fecha contrato com a Proactiva para gestão do aterro por quase R$ 13 mi

Assunto: Palestra de Educação Ambiental aos professores no Aterro Sanitário de Guarulhos Local: Aterro Sanitário de Guarulhos - Cabuçu Data: 22.08.2012 Foto: Fabio Nunes Teixeira

Para que a operação do aterro sanitário não seja interrompida, a Prefeitura de Guarulhos optou por contratar uma empresa gestora, de forma temporária, pelo valor aproximado de R$ 13 milhões enquanto o processo de licitação não seja concluído. A Proactiva começou suas atividades na área de despejo de resíduos na última semana.

A subsidiária da francesa Veolia assinou contrato com a municipalidade pelo período de 180 dias por um valor aproximado de R$ 13 milhões. Ela substitui a empresa Landfill Engenharia Ambiental, que deixou a gestão do aterro por não ter apresentado a documentação necessária para participar do processo de seleção das empresas concorrentes.

Entretanto, a administração pública ressalta que o acordo firmado pode ser interrompido mediante a conclusão do processo de licitação. Os envelopes de habilitação foram abertos no dia 27 de novembro e a decisão publicada no último dia 2. Contudo, o HOJE consultou as publicações do Diário Oficial do Município (DOM) e não houve qualquer publicação naquela data.

O prazo de recurso diante da decisão encerrou-se nesta terça (12), e, havendo recurso, inicia-se novo prazo de cinco dias para apresentação de contrarrazões, encerrando-se no próximo dia 19. Somente após o julgamento dos recursos, a comissão designará o prosseguimento com a abertura do envelope nº 2 – Proposta.

Empresa foi investigada sob a suspeita de suborno e absolvida

A empresa Proactiva, contratada pela Prefeitura de Guarulhos pelo prazo de 180 dias para administrar o aterro sanitário da cidade, localizado no bairro do Cabuçu, foi alvo da Operação Dríade, da Polícia Federal, que investigou em 2008 crimes ambientais em Florianópolis.

No âmbito da operação, 11 pessoas foram presas em Santa Catarina e duas em São Paulo.
De acordo com as investigações, a Proactiva teria subornado políticos para obter favorecimento em concessões na cidade catarinense. Entretanto, em janeiro deste ano os envolvidos foram absolvidos pela Justiça.

Antônio Boaventura
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Foto: Ivanildo Porto