Secretaria de SP investiga morte de criança que recebeu vacina contra febre amarela

A morte de uma criança de 3 anos será investigada pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, a pedido da Secretaria de Saúde de Osasco, região metropolitana de São Paulo. A criança foi vacinada recentemente contra a febre amarela, mas a prefeitura da cidade adiantou, por meio de nota, que é prematuro afirmar que a morte foi provocada pela vacina.
A criança era moradora de Carapicuíba e foi atendida em hospital particular de Osasco com quadro de encefalite. A prefeitura informou que o laudo será feito pelo Instituto Adolfo Lutz e lembrou que a cidade não é área de risco. O município não está incluído na campanha de vacinação com a dose fracionada contra a febre amarela que teve início no dia 25.

No boletim epidemiológico do governo estadual divulgado em 19 de janeiro, foram confirmadas três mortes por reação à vacina da febre amarela. Todos eram adultos com menos de 60 anos e sem registro de doenças prévias. Mais seis mortes, sem incluir o caso de Osasco, estão sendo investigadas.
A vacina da febre amarela é feita com o vírus atenuado e, após a aplicação, são produzidos anticorpos que protegem contra a doença. Pelo perfil da vacina, a dose é indicada apenas para quem precisa, considerando o risco de exposição dela ao vírus da febre amarela.

“Portanto, em locais urbanos, onde não há transmissão, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário”, alertou a secretaria de Saúde de São Paulo. De acordo com o órgão, a literatura médica aponta a possibilidade de ocorrência de uma morte para cada 450 mil doses aplicadas.

Foto: Eduardo Saraiva

- PUBLICIDADE -