Em função da instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara, o Sicoob, cooperativa de crédito, anunciou nesta quarta-feira (14) o afastamento do vice-prefeito Alexandre Zeitune (Rede) do cargo de vice-presidente que ocupa naquela instituição financeira. O Legislativo investiga contra Zeitune a denúncia de suposta extorsão.

Segundo a instituição, o afastamento de Zeitune já foi comunicado ao Banco Central do Brasil (Bacen), além de ressaltar que está a disposição da Justiça para contribuir na elucidação do caso.
Em trecho do diálogo gravado, que desencadeou a investigação do episódio pela Casa de Leis, o suposto “operador” Marco Antônio Ferreira sugere fazer a operação de doação para as campanhas de Zeitune ao governo do estado de São Paulo e da presidenciável Marina Silva, presidente nacional da Rede, via cooperativa de crédito.

O Sicoob não revelou se a medida é definitiva ou por tempo indeterminado. A cooperativa ainda reafirma o compromisso com a qualidade do serviço para os seus cooperados.
A reportagem tentou contato com o vice-prefeito Alexandre Zeitune, por telefone e também por meio de sua assessoria de imprensa, mas não obteve êxito.
Os integrantes da CEI decidiram por convocar o suposto “operador” Marco Antônio Ferreira para prestar declarações na reunião da comissão na próxima terça-feira (20), a partir das 9h.

Legislativo contrata perito do massacre do Carandiru para analisar áudios de denúncia

A Câmara Municipal anunciou nesta quarta-feira (14) a contratação do perito para avaliar a autenticidade do áudio apresentado como denúncia de uma possível extorsão cometida pelo vice-prefeito Alexandre Zeitune (Rede). Esta tarefa será responsabilidade do perito Osvaldo Negrini Neto.
Ele é responsável pela empresa Perifor Análises e Pesquisas Forenses Ltda. Após a formalização do contrato, o HOJE apurou que o presidente da Câmara, vereador Eduardo Soltur (PSD), já repassou para Negrini os áudios contidos em um pen drive para a perícia.

O profissional contratado pelo Legislativo foi protagonista no caso do massacre do Carandiru, rebelião que vitimou 111 detentos na Casa de Detenção do Carandiru, na capital paulista, em outubro de 1992. Ele esteve na Polícia Civil no período entre 1974 e 2010.
A Câmara Municipal ainda não informou se existe uma data definida para que os trabalhos de Negrini sejam iniciados e nem o prazo para sua conclusão.

A Comissão Especial de Inquérito (CEI), presidida pelo vereador Marcelo Seminaldo (PT), que fez a denúncia contra o vice-prefeito, deve encerrar seus trabalhos nos primeiros dias de maio, mas tem a possibilidade de prorrogação por mais 30 dias.

Antônio Boaventura
antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br
Foto: Ivanildo Porto

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