Quanto de fato, Guarulhos trata de seu esgoto? A resposta para esta pergunta gera divergência entre a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que aponta o tratamento de apenas 4,06%, e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), que registra 7%. Em acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o município havia se comprometido a tratar 80% até dezembro do ano passado.

Em abril de 2009, a administração pública firmou com o MPE um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo a tratar, até o final de dezembro de 2017, 80% do esgoto gerado no município. Em contrapartida, a Cetesb ressalta que por meio do Decreto Estadual nº 58107, de maio de 2012, que instituiu a Estratégia para o Desenvolvimento Sustentável do Estado de São Paulo, o Governo do Estado estabeleceu o Saneamento e Recursos Hídricos, como principal meta nessa área e a universalização do saneamento até 2020.

Já o Saae, afirmou que está em busca de financiamento para investir em coletores-tronco, que levam o esgoto coletado até as Estações de Tratamento (ETEs). A autarquia também destaca que o crescimento do índice de tratamento de esgoto depende, exclusivamente, do plano de investimentos. Contudo, não detalhou maiores informações e tampouco um prazo para ampliar esta operação.
O Saae credita os baixos índices no tratamento de esgoto da cidade ás políticas adotadas pelas gestões anteriores, alegando que houve pouco investimento nesta área.
A Cetesb revelou que as obras civis de construção das estações de tratamento de esgotos ETE Cabuçu e da Estação de Tratamento de Esgotos – ETE Fortaleza não foram iniciadas, segundo informações cedidas pela Promotoria Pública de Guarulhos ao órgão estadual.

Antônio Boaventura
antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br
Foto: Ivanildo Porto

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