Resistência à tecnologia mantém vivo  os ‘orelhões’ nas vias de Guarulhos

Resistência à tecnologia mantém vivo os ‘orelhões’ nas vias de Guarulhos

Criado nos anos 70, os telefones públicos ainda resistem às novidades tecnológicas na área de comunicação. Em tempo de iPhones e iPods é possível ainda encontrar os  “orelhões” e seus usuários espalhados pela cidade de Guarulhos.

De acordo com Marcos Braga, jornaleiro estabelecido na praça Getúlio Vargas, região central, a procura por cartões telefônicos se dá em sua grande maioria por pessoas idosas. Entretanto, ele ressalta que apesar da procura, considerada por ele alta, as condições dos equipamentos não favorecem o uso no dia a dia.

“Até que vendemos bem os cartões telefônicos, principalmente para idosos. As pessoas falam que compram porque esqueceram o celular em casa e precisa falar com alguém ou simplesmente não estão conectadas com a tecnologia atual. Mas, o mais difícil é você encontrar algum ‘orelhão’ que esteja funcionando”, explicou Braga.

Já Nivaldo Dourado, coletor de resíduos recicláveis, afirma que este o telefone público é seu meio de comunicação preferido, e torce para que os aparelhos resistam aos processos e novidades tecnológicas. “Eu sou um usuário assíduo do ‘orelhão’. Vou até à banca compro meu cartão e me comunico com que eu preciso. Tem coisa melhor? Pra mim não”, declarou.

A Vivo, empresa responsável pela manutenção e gerenciamento dos telefones públicos em todo estado de São Paulo, revela que o município possui 4.465 aparelhos instalados. A densidade de telefones públicos segue a determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Cerca de 25% dos telefones públicos de Guarulhos sofrem algum tipo de vandalismo.

A empresa esclarece ainda que, todos os meses, um volume expressivo de cúpulas, postes e aparelhos sofrem atos de vandalismo, exigindo medidas adicionais para que os orelhões estejam disponíveis ao público em boas condições. Em muitos casos, embora a ação não seja visível, o aparelho pode apresentar defeito devido aos atos de vandalismo.

Antônio Boaventura

antonio.boaventura@guarulhoshoje.com.br

Foto: Ivanildo Porto

 

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