Prefeitura descarta a possibilidade de acolhimento de refugiados venezuelanos

A prefeitura afirmou que não há equipamento público específico para o acolhimento de migrantes, segundo informações da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. A Secretaria de Assuntos difusos informou que até a presente data não foi contatada pelo Governo Federal para a participação da interiorização dos refugiados venezuelanos no país.

Sobre o motivo de não contatar a cidade de Guarulhos para um possível acolhimento dos refugiados, a Casa Civil afirmou que até o momento o Governo Federal somente procurou as prefeituras das capitais. Desde o mês passado, aproximadamente 260 refugiados venezuelanos desembarcaram em voos da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Guarulhos, porém, todos seguiram para abrigos em São Paulo.

De acordo com a Base Aérea de Guarulhos, no mês passado os refugiados desembarcaram nos dias 05 e 06, e neste mês, o último desembarque foi realizado no dia 04, quando chegaram 69 pessoas. Desse número, de acordo com dados divulgados pela Casa Civil do governo federal, cerca de 50 vagas foram destinadas para o abrigo da prefeitura de São Paulo, 10 para o abrigo Missão Paz e outras 10 para o abrigo Centro de Acolhida para Mulheres Migrantes.

A Secretaria de Assuntos Difusos também informou que não estatísticas de refugiados residentes na cidade, porém, segundo a secretaria, isso não significa dizer que não exista imigrantes venezuelanos na cidade.

De acordo com o estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre os meses de janeiro e março deste ano, sobre o monitoramento do fluxo migratório venezuelano, 67% dos refugiados que estão no país, alegam que razões econômicas foram a principal motivação para abandono do país, e outros 22% apontam para falta de acesso a alimentos e serviços médicos.

Reportagem: Ulisses Carvalho

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Foto: Tenente Kramer