Motoristas do transporte escolar aderem à greve e tumultuam vias e rodovias de Guarulhos

No quinto dia de paralisação das atividades dos caminhoneiros, os motoristas do transporte escolar iniciaram nesta sexta-feira (25) a interrupção da prestação de serviço. Em Guarulhos, cerca de 700 veículos trafegavam em baixa velocidade pelas rodovias que cortam a cidade em direção à base de abastecimento da Petrobras, localizada na região de Cumbica.

Os profissionais que atendem tanto a rede municipal de ensino quanto a particular, resolveram encampar as reivindicações dos caminhoneiros, que sugerem ao governo federal a redução do valor dos combustíveis como diesel, etanol e gasolina. De acordo com a categoria, fica inviável a prestação de serviço com os valores praticados atualmente.

“O nosso protesto é em relação ao combustível, até por que não temos condições de repassar estes constantes aumentos aos pais, que são trabalhadores também. O combustível aumenta várias vezes ao mês”, disse o motorista Rivaldo Silva, que atua neste sistema há 21 anos.

O motorista André França defende a adesão de profissionais de outras categorias. “Eu acredito que teria de parar outras funções também e não somente os caminhoneiros e os motoristas de transportes escolares. Tem que parar desde o padeiro que faz o pão e o atendente que serve o nosso café da manhã. Precisa ter a união de todos para mostrar a nossa insatisfação com o que estão fazendo com o nosso país”, afirmou.

A manifestação dos condutores dos veículos de transporte escolar começou, ainda, na madrugada desta sexta-feira, mas se intensificou por volta das 10h nas rodovias Ayrton Senna, Fernão Dias, Hélio Smidt e Presidente Dutra.

Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto