Guti descarta penalizar feirantes por descumprir decreto do estado de emergência

Em virtude dos problemas de distribuição e abastecimento ocasionados pela paralisação das atividades realizadas pelos caminhoneiros, o prefeito Guti (PSB) descartou penalizar os feirantes pela promoção das feiras-livres nos próximos dias por descumprimento do decreto do estado de emergência assinado pelo chefe do Poder Executivo na última sexta-feira (25), que prevê a suspensão temporária desta atividade comercial.

“Seria complicado para que a gente pudesse fazer a limpeza dos detritos deixados pela feira. Muitos feirantes acabaram realizando as feiras com a justificativa de que haviam comprado mercadorias. Optamos por não proferir nenhum tipo de penalização por que entendemos que eles estavam em um momento em que não foram avisados com antecedência”, explicou o prefeito Guti.

Esta medida foi adotada por conta da política de contingenciamento de alguns serviços públicos para a manutenção dos classificados como essenciais para o município. Desta forma, além da suspensão das feiras-livres, ele também cancelou de forma temporária os serviços de zeladoria, que inclui a limpeza das vias onde são realizadas este modelo de comércio.

“O nosso secretário [Jorge Taiar, da secretaria de Desenvolvimento Urbano] falou com os feirantes para que eles recolhessem e muitos recolheram e temos que agradecer. Fizeram reunião com o sindicato para avaliar a situação, mas ocorreram de cinco a sete feiras. E todas foram limpas pelos próprios feirantes”, declarou.

Contudo, Guti não descartou a possibilidade desta iniciativa se tornar realidade mesmo após a normalização do processo de distribuição de bens e produtos. De acordo com ele, essa ação sugerida consta como obrigação de seu cumprimento conforme o Código de Postura da cidade.

“Não é só um gesto que a prefeitura está pedindo, mas sim cumprindo a lei do Código de Postura, que prevê a limpeza dos detritos pelos próprios feirantes. Mas, se por acaso as ruas ficassem sujas teríamos que de fato suspender e aplicar a lei. Isso por que nós não teríamos condições ainda de fazer a limpeza”, concluiu.

Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto