Anvisa e Vigilância devem realizar fiscalização em conjunto no aeroporto

O impasse que havia entre o GRU Airport, concessionária responsável pela gestão do Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos, em Cumbica, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Vigilância Sanitária do município para fiscalização dos estabelecimentos comerciais da zona aeroportuária parece estar próximo de um desfecho. Em comum acordo, as entidades sanitaristas prometem realizar atividade em conjunto até o final deste mês.

“Ficou decidido que a Anvisa e a Vigilância Sanitária terão até o final deste mês para se reunirem e mandar para a Câmara o planejamento de como será feita a fiscalização. Mas, o mais importante é que esta questão está resolvida. A cidade ganha muito pela questão da segurança, os restaurantes terão a qualidade que precisa, além de respeitar a parte da higiene”, declarou o vereador Marcelo Seminaldo (PT), presidente da CEI do Aeroporto, da Câmara Municipal.

Ficou acertado que nas áreas comuns, onde circulam, por exemplo, os usuários, comerciantes e comerciários, a GRU Airport não restringirá a atuação dos fiscais. Nos locais restritos, aqueles que demandam maior segurança, a Anvisa solicitará da administradora credenciamento para os fiscais do Município poderem fazer seu trabalho.

“A GRU Airport afirmou que não se opõe a fiscalização, além da Anvisa concordar com a participação da Vigilância Sanitária do município neste processo, e nós fizemos este acordo. Daqui em diante, a cidade de Guarulhos não terá mais este problema e a Vigilância Sanitária poderá fiscalizar todos os estabelecimentos comerciais do aeroporto”, concluiu Seminaldo.

O próximo encontro da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que investiga a conduta do GRU Airport em relação a legislação municipal, prevista para a próxima terça-feira (21), deve discutir a reabertura da ponte que liga a Rodovia Hélio Smidt à rua Jamil João Zarif, sobre o rio Baquirivu, fechada em novembro de 2013 pela concessionária  por conta da Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014. A situação dificulta a mobilidade da população dos bairros São João e Jardim Fortaleza.

Antônio Boaventura

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Foto: Ivanildo Porto