Antônio Boaventura

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No começo de sua gestão, o prefeito Guti (PSB) afirmou que o município contava com uma dívida aproximada de R$ 7,4 bilhões. Em pouco mais de 20 meses, a prefeitura apresentou balanço com superávit de quase R$ 100 milhões nas receitas do ano passado obtido, através, de arrecadação com impostos como ICMS, IPTU, ISSU e ITBI.

O resultado orçamentário de 2018, calculado a partir da receita total menos a despesa total do período, foi de R$ 57,33 milhões, enquanto o superávit primário – resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando-se os gastos com pagamento de juros – foi de quase 95 milhões de reais, bem acima da meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

De acordo com Leonardo Monteiro, diretor do Departamento de Receita Mobiliária, o município passa a ter com este resultado uma nova característica e conduta em relação às receitas. Monteiro ressalta que Guarulhos deixa de ser dependente dos repasses dos Governos Estaduais e Federais e passa a criar sua própria receita proveniente da arrecadação de impostos. 

“Nos últimos dois anos, nós temos procurado trabalhar para fortalecer o fisco e gerar receitas próprias. Nós temos o caso do IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano], que, mesmo congelado, tem crescido a receita em termos reais. O ISS [Imposto sobre Serviços] e o ITBI [Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis] foram receitas que também cresceram bastante nos últimos dois anos”, explicou.

Ele acredita que a cidade vive uma fase de amadurecimento fiscal. Ele entende que a maior parte da receita corrente de 2018 resultou da arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), com 34,1%, seguida pelo ISS (14,6%) e IPTU (13,8%). Em relação às despesas, a Secretaria da Saúde representou 29,3% dos gastos, seguida pela Secretaria de Educação (antiga SECEL), com 28,3%.

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