Câmara encerra trabalhos do semestre com votação de reajuste dos servidores

Antônio Boaventura

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Depois de 28 dias da definição do índice de reajuste para os servidores públicos, a Câmara Municipal vota o projeto que prevê 2% de aumento nos vencimentos dos funcionários da administração pública, nesta sexta-feira (28) em sessão extraordinária. Para o vereador Eduardo Carneiro (PSB), líder do governo, o longo período não traz prejuízos para as partes.

“Eu acho que deveria ter vindo na semana passada, mas não muda em nada. Eu até acho que ficou ruim para a Câmara, até porque teremos de fazer uma sessão extraordinária e poderíamos já estar em recesso. Vamos votar e vai ser aprovado com toda certeza”, declarou Carneiro.

Já o líder da oposição, vereador Edmilson Souza (PT), entende que a demora pode ser classificada como incompetência da administração pública. De acordo com ele, esse período entre a aprovação e votação na Câmara prejudica os trabalhadores, além de ressaltar que com agilidade poderia evitar a realização da sessão extra.

“O acordo foi firmado há praticamente 30 dias e a prefeitura não ter encaminhado o projeto, pra mim só tem um nome, incompetência. Os servidores estão aguardando para receber e o prefeito [Guti (PSB)] já deveria ter enviado logo após para que a gente pudesse ter votado”, concluiu.

O impasse envolvendo entre os servidores públicos e a prefeitura em relação ao reajuste salarial teve seu desfecho no dia 30 do mês passado. Os funcionários da administração pública aceitaram a proposta do prefeito Guti (PSB), que prevê acréscimo de 2%, parcelados em três vezes, nos respectivos vencimentos.

No TJ-SP, o governo municipal fez sua quarta proposta e nela, a gestão propõe aos servidores públicos o reajuste salarial de 2%, em três parcelas [1% no ato, 0,5% em setembro e 0,5% no mês de novembro]. Além do percentual nos vencimentos, a prefeitura oferece 5% de aumento nos vales alimentação e refeição e abono de R$ 80 para os funcionários que ganham até R$ 2.502,00.

Foto: Ivanildo Porto