Promotoria investiga aumento abusivo de até 70% no preço do gás na capital paulista

Foto: ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação na sexta, 3, contra as distribuidoras de gás de cozinha Laecio de Mello ME, Consigaz e Valgás Liquigás para apurar supostos crimes contra o consumidor e a ordem econômica, entre outros. Segundo portaria assinada pelo promotor Cassio Conserino, integrantes do Procon e da Agência Nacional do estiveram nas empresas e identificaram a “prática de preços abusivos de comercialização de botijão em gás, em contrariedade ao preço de mercado, com a obtenção de lucros extorsivos e também em violação clara a ordem tributária e econômica”.

A portaria de instauração do procedimento registra que as empresas estariam cobrando de R$ 80 até R$ 120 por botijão, deixando de observar o preço máximo de R$ 70 por unidade. Os valores representam um aumento de até 70% do preço estabelecido.

O Procon de São Paulo já registrou mais de 120 denúncias online contra preços abusivos do botijão de gás apenas no período da quarentena. Segundo o diretor geral do órgão, Fernando Capez, já houve flagrantes de botijões de 13kg sendo vendidos por R$ 90 e, em casos mais extremos, a R$ 130.

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