A partir do mês de dezembro, quando tem início as férias escolares, o número de aves feridas que chegam ao Zoológico de Guarulhos, no Jardim Rosa de França, aumenta.
Enquanto em um mês normal, cerca de três animais são atendidos pelos veterinários e biólogos do local, durante a folga da garotada, a média gira em torno de 30 atendimentos mensais.

Com o objetivo de alertar a população sobre este problema, o zoológico do município mantém em exposição mais de 20 aves que sofreram ferimentos com linhas de cerol e não puderam voltar à natureza. Elas podem ser vistas no recinto de aves de rapina, onde há uma placa informativa sobre o assunto.
As ocorrências envolvem passarinhos, corujas, gaviões urubus, carcarás e até morcegos que se enroscam nas linhas com cerol presas em árvores e, às vezes, sofrem mutilações tão graves que nunca mais voltam a voar.
O caso mais recente é o de um irerê, tipo de pato migratório, que precisou ter uma das asas reconstruída cirurgicamente.

A bióloga do zoológico, Cristiane Bolochio, ressalta que “a equipe veterinária realiza todos os procedimentos para recuperar essas aves, mas algumas apresentam lesões irreversíveis, o que impede sua reintegração à natureza”.
Aquelas com chances de recuperação passam por um processo de reabilitação, recebem marcação com anilhas ou microships e, após autorização do órgão responsável pela gestão da fauna no estado de São Paulo, são liberadas nos locais de origem.

Aves e demais animais que precisam de ajuda são levados ao zoológico pela Guarda Civil Ambiental, Polícia Militar Ambiental e também por moradores.
É importante ressaltar que o uso do cerol é proibido por lei.

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