“Fomos tratados igual bicho”, diz passageiro após aguardar mais de 14 horas por voo da Gol no Aeroporto de Guarulhos

Reportagem: Ulisses Carvalho

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O desejo de toda pessoa que busca uma viagem é chegar ao local de destino tranquilamente, porém, não foi isso que ocorreu com o advogado Eduardo Lemos Barbosa, 56, que alegou em entrevista telefônica ao HOJE passar por um grande estresse enquanto realizava o trajeto de volta para casa, entre o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos para o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.

O advogado alega que foram mais de 14 horas na espera pelo voo, que tinha previsão de decolar às 15h45 de quinta-feira (24), pelo voo 1236 da companhia aérea Gol, porém, o embarque definitivo só foi realizado no dia seguinte, sexta-feira (25), às 6h15, e dessa vez, por outra companhia aérea, a Avianca, já que Barbosa teria sido realocado neste voo junto com outros passageiros.

De acordo com o Barbosa, na tarde de quinta-feira, o aeroporto teria sido fechado para pousos e decolagens devido a chuva, reabrindo às 19h. “Fomos tratados igual bicho. Informei sobre a portaria da ANAC de que após quatro horas de atraso, a companhia aérea deve pagar aos passageiros o hotel e alimentação. E, a partir de 2h, um lanche. O voo 1236, além dos 1238 e 1240 não foram cancelados com o claro objetivo da empresa aérea não ter que arcar com estas despesas com os passageiros, que já chegavam a 800 naquele momento”, destacou.

Após muita espera, o advogado teria sido informado pela companhia de que havia uma aeronave vazia às 22h15, e com isso cerca de 300 passageiros teriam sido realocados no avião. “Com todos já embarcados, após 1h, o comandante anunciou que não poderia mais decolar alegando que o aeroporto de Porto Alegre fecharia seu serviço de aterrissagem à meia-noite e não daria tempo da aeronave completar o trecho em tempo hábil. Após o anúncio, houve um grande clima de revolta entre os passageiros, realmente um grande tumulto”, informou.

Após não conseguir pela segunda vez, Barbosa alega que todos os passageiros foram conduzidos ao check-in da Gol, porém, a companhia não ofereceu nenhum tipo assistência, além do péssimo atendimento. “Não havia sequer um supervisor para prestar esclarecimentos. Até o final desta semana irei entrar com uma ação contra a companhia aérea. Tenho tudo documentado e mais de 50 testemunhas”, alegou o advogado.

Gol alega que as fortes chuvas ocasionaram intenso tráfego aéreo

Em nota, a companhia aérea Gol alegou que as fortes chuvas ocasionaram um intenso tráfego aéreo, além de destacar que o aeroporto esteve fechado para pousos e decolagens devido às fortes chuvas. “A companhia lamenta o desconforto e reitera que trabalhou intensamente para normalizar a operação o quanto antes. Todos os Clientes afetados receberam assistência necessária, como reacomodação nos voos seguintes da GOL ou de companhias parceiras, hospedagem e alimentação”.

Já a concessionária do aeroporto, o GRU Aiport, relatou que entre os dias 25,26 e 27 (sexta, sábado e domingo), houve atrasos entre partidas e chegadas das companhias aéreas Gol, Avianca, Latam e Azul, sendo da Gol, somente na sexta-feira (25), cerca de 75 voos atrasados em partidas e 63 chegadas.

Foto: Divulgação