PA Paraíso deve retomar atendimento três meses antes do prazo previsto

Antônio Boaventura

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Fechada desde dezembro de 2018, a unidade de Pronto Atendimento Paraíso, que será transformada em Unidade de Pronto Atendimento de Porte III, deve voltar suas atividade antes do previsto. É o que garante a prefeitura. De acordo com o contrato firmado para reforma da instalação, o prazo para conclusão e entrega tem como previsão março de 2020. Entretanto, o governo municipal pretende reinaugurar em dezembro deste ano.

A administração municipal informou que as obras se encontram na fase de sondagem e execução do projeto executivo, além de revelar que o custo da mesma é de pouco mais de R$ 2,1 milhões. A prefeitura também destaca que está se empenhando para entregar a respectiva obra até dezembro deste ano, independente da previsão de entrega pelo contrato ser de 22 de março de 2020.

Por conta da reforma, a demanda de outras unidades de saúde próximas do Jardim Paraíso aumentou em média até 48% nas unidades direcionadas pela secretaria de Saúde – Pronto Atendimento Paraventi, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Paulista e Hospital Municipal de Urgências (HMU), segundo informações obtidas pelo HOJE. As obras no P.A. Paraíso começaram no dia 22 do mês passado.

Antes de seu fechamento, o PA Paraíso atendia em média 12.500 pacientes por mês. Com o fechamento temporário desta unidade, esta demanda será distribuída para as unidades indicadas pelo governo municipal absorveram os pacientes. Entre elas estão o P.A. Paraventi, que atende aproximadamente 9.200 pacientes, a UPA Paulista, que registra média de 6.400 atendimentos, e o HMU, que segundo a secretaria de saúde atende 12 mil pacientes por mês.

No mês de junho do ano passado, o Ministério Público Estadual (MPE) também reconheceu através de um laudo pericial, os riscos estruturais de ruína e possibilidade de desabamento no PA Paraíso. A Promotoria da Justiça também assinou junto com o prefeito Guti (PSB), um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), no qual o MPE reconhece de acordo com a prefeitura, de que haveria uma necessidade de intervenção no local desde 2008.