Hidratação é a melhor alternativa para combater o calor intenso

Antônio Baoventura

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As altas temperaturas demandam maior cuidado com o corpo. E para combater o calor intenso, segundo o pneumologista Álvaro Gradim, a hidratação é a melhor alternativa, mas que exige determinado equilíbrio entre a entrada e saída de água do organismo. Outra situação destacada pelo médico está relacionada à baixa umidade do ar provocada pelo ar seco.

A água representa normalmente 60% do peso de um adulto masculino, nas mulheres a porcentagem fica entre 50% a 55%, por causa da maior proporção de gordura corporal. Os músculos e o cérebro possuem cerca de 75% de água, o sangue e os rins possuem 81%, o fígado possui perto de 71%, os ossos cerca de 22% e o tecido adiposo por volta de 20%.

“O grande problema que se vive no hemisfério sul é o calor e a baixa umidade do ar provoca a queda da imunidade imunológica. Isso faz com que a via oral fique irritada, o que exige a ingestão de muito líquido no aparelho”, declarou o pneumologista Álvaro Gradim.

Esses são os principais componentes do nosso organismo que mostram a importância da hidratação. A maior parte da água localizada no corpo humano se encontra dentro das células (praticamente ?) e o restante se encontra fora delas, nos espaços entre as células e o plasma sanguíneo.

De acordo com Gradim, o ar-condicionado tira a umidade relativa do ar e injeta no ambiente o ar seco. O mesmo ressalta que condutas simples como umedecer o local com toalhas molhadas e vasilhas com águas podem ter bons resultados. Ele destaca que o tradicional ventilador pode ser um agente de propagação de ácaros, fungos e outros componentes prejudiciais ao aparelho respiratório.

“A hidratação precisa estar com bom nível de oxigenação para o sangue. Com o ar seco, o indivíduo respira mal e não faz a troca gasosa, além de não chegar o sangue necessário ao cérebro, e isso faz com que provoque o cansaço e a fadiga”, concluiu.

Evitar atividades em período de maior intensidade do calor é o maior protetor da pele

O velho e tradicional protetor solar pode ser substituído pela prática de atividades físicas em horários de baixa intensidade do calor no combate contra a desidratação da pele. É o que aponta o pneumologista Álvaro Gradim. O mesmo também desaconselha que o exercício de funções praticadas por garis, esportistas e outros seja realizadas entre ás 09h e 15h.

“No litoral a umidade do ar é boa pelo fato de estar próximo do mar, mas no resto do País é prejudicial a prática de qualquer atividade na hora de maior exposição solar, que é das 09h ás 15h. O indivíduo fica exposto ao ar e gasta mais energia e aumenta a transpiração”, explicou.