São Paulo registra segunda morte de criança nesta semana por coronavírus

ISTANBUL, TURKEY - MAY 13: Children play at Findikzade Cukurbostan Park after children under 14 years across Turkey allowed to leave their homes, remaining within walking distance and wearing masks, on May 13 between 11 a.m. and 3 p.m. local time, in Istanbul, Turkey on May 13, 2020. Turkey on Wednesday eased coronavirus (Covid-19) restrictions for young people under 14 years old. (Photo by Arif Hudaverdi Yaman/Anadolu Agency via Getty Images)

Uma criança de 1 ano morreu em decorrência do novo coronavírus na capital paulista, segundo uma nota divulgada nesta quinta, 14, pelo governo estadual. A vítima tinha histórico de comorbidade, que ainda não foi detalhado pelos órgãos oficiais. É a segunda morte de criança registrada somente nesta semana no Estado de São Paulo.

Ao todo, cinco crianças já morreram em São Paulo por covid-19. Os dois primeiros casos foram registrados na capital paulista: uma bebê de 7 meses, que também tinha histórico de outra doença, e uma criança de 1 ano. A terceira vítima, de 9 anos, morava em Penápolis, no interior. A quarta morte foi confirmada na última segunda-feira, 11, e tratava-se de uma criança de 4 anos, moradora de Francisco Morato, na região metropolitana.

A letalidade entre crianças é de 0,8%, quase oito pontos percentuais a menos que entre idosos, faixa em que o índice é de 8,5%. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,1% das mortes.

Para além da idade, os principais fatores de risco associados à mortalidade por covid-19 são cardiopatia (58,9% dos óbitos), diabetes mellitus (43,8%), doença neurológica (11,4%), doença renal (11%) e pneumopatia (9,9%).

Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 3.474 pessoas que morreram em decorrência do coronavírus, o que corresponde a 80,5% do total.

São Paulo continua sendo o epicentro da doença no País. Até esta quarta, foram registradas 4,1 mil mortes, com uma taxa de letalidade de 9% – maior que a média nacional, de 7%. Os casos de infecção ultrapassam 50 mil em todo o Estado.