A Secretaria da Saúde de Guarulhos participou, terça-feira (14), de uma capacitação voltada ao fortalecimento das ações de vigilância da febre amarela e ao uso de ferramentas tecnológicas para resposta rápida a possíveis riscos. A atividade reuniu equipes do Departamento de Vigilância, incluindo Vigilância Epidemiológica, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).
Promovido pela Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde, o curso teve como foco a vigilância integrada da doença, com ênfase no monitoramento contínuo de epizootias, casos de adoecimento e mortes de primatas não humanos (PNH), como macacos, que atuam como sentinelas para a circulação do vírus da febre amarela.
A identificação oportuna desses eventos é fundamental para o desencadeamento rápido de medidas de resposta, como intensificação da vigilância epidemiológica, ações de controle do mosquito transmissor e ampliação da cobertura vacinal.
Durante a capacitação, os profissionais foram treinados para o uso do aplicativo SISS-Geo (Sistema de Informação em Saúde Silvestre), ferramenta que possibilita o registro, a notificação e o georreferenciamento de ocorrências envolvendo fauna silvestre. O sistema contribui para a detecção mais ágil de áreas com potencial risco de transmissão, subsidiando a tomada de decisão em tempo oportuno pelas equipes de saúde.
A formação também abordou as diretrizes do Plano de Contingência para Febre Amarela, com ênfase na atuação integrada entre vigilância epidemiológica, ambiental e laboratorial, além da articulação intersetorial para prevenção e controle da doença.
Imunização é essencial
O cenário recente no Estado, com a confirmação de casos e um óbito por febre amarela na região do Vale do Paraíba, reforça a necessidade de prevenção. A Secretaria da Saúde destaca que a vacinação é a principal forma de proteção contra a doença e orienta a população a manter a carteira vacinal atualizada.
A vacina, disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), é indicada para crianças a partir dos nove meses de idade, com reforço aos quatro anos, além de pessoas de cinco a 59 anos que ainda não foram vacinadas e daquelas que receberam a dose fracionada em 2018. A imunização também é especialmente recomendada para quem reside, trabalha ou pretende se deslocar para áreas de mata, zona rural, regiões com circulação viral ou locais de ecoturismo.

























