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Mais de 90 mil pessoas moram em áreas de risco em Guarulhos, diz estudo do IBGE

Reportagem: Ulisses Carvalho

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De acordo com um estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), somente em Guarulhos há 94. 720 mil pessoas morando em áreas de risco, onde os moradores estão sujeitos a enchentes e deslizamentos.

Em nota enviada ao HOJE, o IBGE destacou que o município de São Paulo tem a maior população exposta a áreas de riscos, totalizando 674. 329 habitantes (6,0% da população total do município), seguido pelas cidades de Santo André, que apresentou 96.062 habitantes (14,2% do total do município) e Guarulhos, com 94.720 mil habitantes (7,7% do total da cidade). “Ressalta-se que no estado de São Paulo, a capital e alguns municípios da Região Metropolitana de São Paulo concentram grande contingente populacional de moradores em domicílios localizados em áreas de risco”.

No ranking nacional, divulgado pelo IBGE, a cidade de Guarulhos aparece como o 14° município com mais pessoas em áreas de risco. Em primeiro lugar está à cidade de Salvador, no estado Bahia, com 1.271. 527 milhão de pessoas, seguido por São Paulo, com 674.329 mil e Rio de Janeiro, com 444.893 mil pessoas.

Já administração municipal alegou que os agentes da Coordenadoria Municipal de proteção e Defesa Civil (Compdec), acompanham todos os estudos do IBGE e do Cemaden, além de seguirem também o mapeamento de áreas de risco levantado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), onde constam 91 áreas de vulnerabilidade ambiental em Guarulhos. “Com as últimas obras e forças-tarefas, a Prefeitura de Guarulhos reduziu esse número para 86”.

Sobre a questão de vistoria, a prefeitura afirmou que durante todo o ano, a Compdec vistoria todos os bairros vulneráveis, com o objetivo de orientar os moradores sobre os riscos existentes nas áreas e também repassar os procedimentos de zeladoria aos responsáveis.

Alinhado a esse problema, ainda há o déficit habitacional de 45 mil moradias na cidade. “Para reduzir o déficit habitacional a prefeitura tem investido em ações como lotes sociais para moradores em áreas de risco prioritárias. Temos ainda dois chamamentos para a construção de 2300 novas unidades habitacionais. A prefeitura tem realizado investimentos em regularização fundiária de diversos núcleos, em parceria com o Programa Cidade Legal do Governo do Estado de São Paulo”, afirmou a administração municipal, além de destacar que há 118 famílias em auxílio moradia e 239 em locação social.