Venda de carros novos e seminovos tiveram queda em janeiro, diz economista

Foto: HOJE TV
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Maria Menezes

O convidado desta quarta-feira (09) do HOJE TV, apresentado pelo jornalista Maurício Siqueira, foi o economista Rogério Cardoso. Entre os assuntos tratados durante a entrevista, Cardoso explicou os motivos que levaram o aumento do valor dos carros seminovos, além de deixar dicas para a compra de veículos com financiamento.

Com a pandemia, a economia foi prejudicada, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, o que afetou também o mercado automobilístico juntamente com a falta de insumos para a produção dos veículos. Segundo o economista, em conjunto, esses foram os principais fatores que fizeram com que o preço dos carros populares e usados subisse. No Brasil, segundo ele, dezembro vendeu muito mais do que em janeiro, mês que apresentou uma grande redução na venda de carros novos e seminovos. O carro que mais vendeu foi Fiat Strada, em seguida vem o Gol e o Pálio.

“O valor dos carros populares e seminovos foi afetado por duas razões. A primeira é que o carro novo realmente está com problema na entrega, mas no ano passado foram vendidos 854 mil Gols, que é um carro forte de usados, e esses são dados que você vai pincelando e vendo a importância. Mas, o veículo seminovo tem uma característica de ter um custo menor, o IPVA dele é menor e para os carros novos, o acréscimo de tributação também aumentou muito. Você tendo que pagar R$ 80 mil em um carro popular, o desinteresse passa a ser natural, porque você compra um carro seminovo com R$ 60 mil tão bom quanto e até com muito mais opções.”, explicou Cardoso.  

Segundo ele, o Brasil é o sétimo país com maior consumo de veículos no mundo. “Os modelos de luxo, que não os SUVs, não perdem nada para o mercado lá fora”, disse.

O economista explica que os carros novos estão mais caros devido a falta de produtos para satisfazer a demanda que existe. Para ele, a demanda é reprimida e vai mudar, já que as montadoras já anunciaram suas chegadas ao país. Isso somado ao aumento da oferta, faz com que o preço reduza. Já os seminovos, que subiram em média de 20% a 30%, com a crise financeira aumentou a procura pelo modelo, causando alta no valor do produto.

Em relação a compra de veículos, o economista explica que para o financiamento, o comprador precisa avaliar três elementos: se cabe no bolso, o seguro prestamina e a tarifa de contrato. “Primeiro você precisa pensar se cabe no bolso, por mais que seja meio uma ilusão pensar assim, já que quando você avalia dessa maneira acaba levando em consideração somente as despesas fixas, mas as coisas aumentam. A taxa de juros é o valor principal a ser olhado, se o contrato tem seguro ou não, porque toda montadora coloca um seguro chamado prestamina, que, na linguagem popular, significa que se você morrer o banco vai receber a quitação do contrato, para não estender essa dívida, você não percebe e esse seguro também é financiado ao longo do contrato. O que não significa que é um seguro ruim, mas é importante entender na hora do contrato, porque quando você tira o seguro o valor da prestação cai. E, por último, é necessário ficar atento na tarifa de contrato, que tem uma variação entre R$ 400 e R$ 3 mil, dependendo do valor do carro e isso é negociável dependendo da operadora”, explica.

Cardoso ressalta ainda que as dicas são validas tanto para usados quanto para seminovos, já que as taxas permanecem da mesma forma.

O programa vai ao ar de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 9h, e pode ser acessado no Facebook (guarulhoshoje), YouTube (HOJE TV) ou pelo site www.guarulhoshoje.com.br.

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