Guarulhos pode perder duas mil unidades do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) com as mudanças no projeto anunciadas pelo minis­tro das Cidades, Bruno Araújo. De acordo com o secretário de Habita­ção, Orlando Fantazzini, as moradias são prove­nientes da migração de projetos feita do Progra­ma de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Nós não sabemos o que vai acontecer com o direcionamento que está sendo dado de suspensão. Estamos vendo o Minha Casa, Minha Vida ser suspenso para reavaliação, mas ninguém sabe ao certo o que vai ser essa reavaliação. A sinalização não tem sido das melho­res”, afirmou Fantazzini ontem durante audiência pública sobre o projeto de Lei de Diretrizes Orçamen­tárias – LDO 2017.

No mês passado o minis­tro das Cidades revogou a autorização para contrata­ção de novas unidades do MCMV anunciada pela pre­sidente Dilma Rousseff (PT) poucos dias antes de seu afastamento pelo Senado. Segundo ele, devido a cortes feitos pelo governo anterior dias antes do afas­tamento, os recursos do programa foram reduzidos de R$ 24 bilhões para R$ 7 bilhões. Apesar do rombo de 17 bilhões, Bruno Araújo destacou que o governo interino garantirá a conti­nuidade do programa.

Ipref – A prefeitura deverá realizar o aporte de R$ 114 milhões para o Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos Municipais de Guarulhos (Ipref) no ano que vem. No total, o Ipref terá um orça­mento de R$ 178,4 milhões mas depende dos aportes que o Executivo faz devido ao desequilíbrio entre a receita do órgão e as des­pesas. Neste ano o déficit do órgão deve chegar a R$ 184 milhões. As informa­ções foram divulgadas ontem pelo presidente do instituto, Miguel Choueri, durante audiência pública da LDO.

Reportagem: Rosana Ibanez
Foto: Ivanildo Porto

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