Em apenas cinco meses, três casos de agressão a funcionários foram registrados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Paulista, localizada na rua Teixeira Mendes, no Jardim Paulista. De acordo com um funcionário que preferiu não se identificar, o último caso teria ocorrido na segunda-feira (02), quando um homem que seria Guarda Civil Municipal (GCM), teria levantado à blusa e mostrado a arma para um médico, que teria se recusado a conceder um atestado médico para a esposa do guarda.

O médico não registrou boletim de ocorrência com medo de represálias. A reportagem do HOJE solicitou a Secretaria de Saúde dados sobre o número de agressões ocorridas em funcionários da saúde neste ano, porém, de acordo com a própria secretaria, não há como precisar o número, porque muitos funcionários não registram boletim de ocorrência.

Dos três casos, dois foram registrados no 2° Distrito Policial, de acordo com funcionários da unidade. Entre as agressões estariam puxão de cabelo e até um enfermeiro que teve o braço quebrado enquanto realizava um atendimento a um usuário de drogas, que teria surtado na unidade.

“Já foi solicitado câmeras e até a presença da GCM na UPA Paulista, porém, o que temos é apenas um controlador de acesso da Proguaru”, revelou um funcionário que preferiu não se identificar. No início do mês passado, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Dona Luíza, localizada na rua Centenário, no bairro Jardim Centenário, região do Pimentas, a usuária Gladys da Silva dos Santos, 31, teria quebrado toda a recepção da unidade, além da suspeita de agredir um enfermeiro com arranhões.

Gladys foi detida e a ocorrência foi registrada no 4° Distrito Policial. Referente aos casos de agressão, a Secretaria de Saúde afirmou que dispõe de atendimento psicológico e psiquiatra para os servidores. “Em casos de agressão, e havendo consentimento do funcionário, ele é encaminhado para consulta com um desses profissionais”.

A saúde também fez questão de enfatizar que não houve nenhuma paralisação no atendimento a população nesta quarta-feira (04), já que usuários reclamaram na parte da manhã. “Alguns funcionários se reuniram para uma breve conversa e reivindicaram segurança no trabalho”.

Questionada sobre a possível agressão do GCM ao médico, e também da falta de efetivo para realizar a segurança nas unidades de saúde, a Secretaria para Assuntos de Segurança Pública (SASP), não se manifestou sobre esse assunto.

Reportagem: Ulisses Carvalho

ulissescarvalho@grupomgcom.com.br

Foto: Ivanildo Porto

 

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