Antônio Boaventura

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O jornalista Marcos Felipe, cujo nome verdadeiro é Marcos José Pereira, acusa agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), grupo especial da Guarda Civil Municipal (GCM), de abuso de autoridade em abordagem realizada, inicialmente por policiais civis, na região central, na última quarta-feira (6). O episódio acabou com a apreensão de seu veículo, que constava débitos como Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e multas.

Ao prestar declarações na Delegacia Seccional de Guarulhos, o jornalista disse que foi levado ao 1º Distrito Policial sob a acusação de tentar atropelar um policial civil durante abordagem na avenida Monteira Lobato, o que ele garante que não aconteceu.

Disse ainda que no 1º DP, ao ser ouvido pelo delegado titular, Paulo Roberto Poli, foi constatado que não foi prática de nenhum ilícito no caso e que o liberou para reaver o veículo, porém, Poli solicitou que aguardasse o posicionamento dos agentes da Romu sobre o caso. No entanto, os mesmos – Paulo Brás, Miguel e Thiago Silva -, solicitaram que ele retornasse no dia seguinte para retirar o seu carro do Distrito Policial.

Quando retornou ao 1º DP, foi informado que o veículo havia sido direcionado para o pátio municipal cuja concessão é da empresa GP Service, no bairro da Vila Venditti. No auto de apreensão, consta que o veículo estava estacionado em vaga de viaturas, mas o jornalista diz que os próprios agentes o pediram que colocassem o carro naquele local.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirma que o caso foi registrado pelo Núcleo Corregedor da Seccional de Guarulhos e encaminhada à 11ª Corregedoria Auxiliar para a apuração dos fatos.

Já a GCM afirmou que está apurando o caso, além de ressaltar que Marcos Felipe terá de regularizar a condição de seu veículo para que possa retirá-lo do pátio onde se encontra.

Foto: Ivanildo Porto

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