Reportagem: Ulisses Carvalho

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O eletricista Cícero José Cabral, 34, alega que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Paulista, localizada na rua Teixeira Mendes,  n° 166, no bairro do Jardim Paulista, não tinha material, como cobertores, agulha, álcool gel e a máquina de raio-x estaria quebrada, além da grande espera por exame da filha, de nove anos.

“Além da demora em atender, estava muito cheia e a máquina de raio-x estava quebrada. Cheguei na segunda-feira (1) e saí somente na terça-feira (02), às 14h30”, destacou em entrevista telefônica ao HOJE, informando que um exame teria constatado infecção urinária e bactéria no sangue da filha.

De acordo com o eletricista,  o exame da filha teria chegado às 18h30 de segunda, porém, a médica teria visto apenas às 00h10 de terça-feira, depois do eletricista reclamar com os funcionários da unidade. “É um descaso e uma total falta de respeito com a população”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Saúde destacou que não procedem as reclamações do pai porque em todos os registros feitos pela equipe de enfermagem no prontuário da paciente constam a informação de que a criança esteve acompanhada pela mãe e não pelo pai.  “Não faltaram materiais e insumos para o atendimento à paciente, bem como não estão em falta na UPA cobertores e álcool gel. Além disso, o aparelho de raio-X não está quebrado, apenas a digitalizadora que envia as imagens para os computadores apresentou problema, o que não impede a realização do exame, uma vez que, nestes casos, o exame é revelado no PA Paraventi e encaminhado em seguida para a UPA Paulista”, destacou a secretaria.

Além disso, a secretaria também informou que não é rotina da UPA segurar o paciente na observação apenas para aguardar o resultado de um exame. “Essa paciente ficou até o dia seguinte na observação por conta da medicação que foi administrada na veia, o que demonstra que não havia falta dos materiais e insumos citados”.

Sobre a entrada da paciente, a secretaria esclareceu que a referida deu entrada na UPA Paulista às 9h41 de segunda-feira, com a suspeita de infecção urinária, sendo atendida pelo pediatra, que pediu exames de sangue e urina não sendo prescrito raio-X, nem tampouco confirmada a presença de bactéria no sangue. “A paciente foi reavaliada após a emissão dos laudos dos exames e teve alta às 14 horas do dia 2 de abril”.

Foto: Ivanildo Porto

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