GRU Airport estima que 1.400 passageiros foram prejudicados com atrasos e cancelamentos de voos para o Chile

Reportagem: Ulisses Carvalho

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A concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em Cumbica, o GRU Airport, informou que avalia que, até às 12h30 desta segunda-feira (21), cerca de 1.400 passageiros podem ter sido prejudicados com atrasos ou cancelamentos de voos para a cidade de Santiago, capital do Chile.

“A GRU Airport, concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, informa que, em decorrência de protestos sociais no Chile, a programação dos voos com destino ou origem da capital Santiago segue alterada desde 11h de domingo (20)”, destacou em nota a empresa.

De acordo com a concessionária, dois voos da companhia aérea Latam Airlines Brasil, foram cancelados no domingo, e três operaram com atraso no mesmo dia. Nesta segunda-feira (21), dos 10 voos previstos para chegar ao Aeroporto de Guarulhos, dois foram cancelados e os demais foram confirmados, porém, com atraso, segundo o GRU Airport.

“Com destino para Santiago, dos 11 voos estabelecidos, um foi cancelado, três já partiram e sete estão previstos com atraso”, destacou a concessionária. Em um comunicado emitido no próprio site, a companhia aérea Latam informou que devido aos toques de recolher nas noites do dia 19 e 20 deste mês no Chile, e que impactaram a locomoção de passageiros e de funcionários da companhia, a companhia decidiu cancelar um total de 124 voos.

“A Latam lamenta a situação que os seus passageiros estão passando e reforça que não está medindo esforços para mitigar os impactos em sua operação e oferecer soluções de viagem e flexibilidade. A companhia decidiu estender sua flexibilidade comercial, oferecendo a todos os passageiros que tenham viagens programadas com origem ou destino aeroportos do Chile, entre 20 e 24 de outubro, a possibilidade de alterar sua viagem, por meio da seção  Reprograme seu Voo em latam.com”.

Os protestos no Chile começaram após o aumento nas passagens de metrô, e diante da revolta da população, a empresa estatal chegou até a anunciar a interrupção dos serviços, que atende mais de três milhões de passageiros. O presidente do país, Sebastián Piñera decretou estado de emergência no país e colocou o exército nas ruas com o objetivo de controlar o caos que tomou conta da capital chilena nos últimos dias.

Foto: Ivanildo Porto