Conselho do JJM revela que dívida anual pode chegar a até R$ 4,2 milhões

Antônio Boaventura

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O presidente do conselho do Hospital e Maternidade Jesus, José e Maria, Luís Roberto Mesquita, revelou que a dívida anual daquela unidade hospitalar pode chegar a até R$ 4,2 milhões. Pode conta do saldo negativo, a direção do hospital pediu auxílio para a prefeitura, que prometeu uma ajuda financeira até a primeira semana do próximo mês, véspera dos festejos de 459 anos da cidade.


“A situação no País é grave e na cidade idem. Muita gente perdeu emprego e muita gente perdeu o convênio. E cada vez a gente percebe que as pessoas vêm pra cá, até por que a maternidade tem fama de atender bem. Nós prezamos pela qualidade e o respeito por todas as pessoas carentes que nos procuram”, disse Luís Carlos Mesquita.


Em função do aumento de partos, a maternidade teve de locar incubadoras para atender a demanda. Essa ação tem um custo mensal de R$ 22 mil. Aquela unidade de saúde conta com aproximadamente 600 funcionários e realiza por mês 600 partos, o que coloca na condição de segunda maior maternidade do estado de São Paulo, além dos quase 3 mil atendimentos voltados para a saúde da mulher.


“De 2017, por exemplo, pra 2019, tivemos um aumento nos bebês na UTI neonatal de 47%. Houve um aumento muito grande, sobretudo, na UTI neonatal, que é o serviço mais caro. A gente sente que a assistência básica não está boa. Ou seja, muitas pessoas se dirigem até aqui sem ter feito um neonatal com médico e com vários problemas”, explicou.


Atualmente, o JJM conta com os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), que corresponde a 40% do valor recebido de R$ 6,3 milhões, e outros 60%, que chegam da administração municipal (R$ 4,5 milhões). De acordo com Mesquita, o hospital necessita de R$ 3,2 milhões para a compra de insumos e o pagamento do 13º salário dos funcionários.


“O que foi acordado no papel está sendo cumprindo corretamente. A Prefeitura repassa mensalmente R$ 2,5 milhões para a maternidade de JJM. Só que desde o ano passado, o prefeito havia prometido que haveria uma subvenção extra pra nós e isto não ocorreu. E diante da negativa do prefeito, que não teria recursos pra nos dar, recorremos ao Governo do Estado de São Paulo”, concluiu.


Já o prefeito Guti (PSB) afirmou que deve fazer um repasse extra para o hospital até o final da primeira semana do próximo mês com o propósito de garantir o funcionamento normal daquele equipamento. O valor será de R$ 3 milhões, que sairá da devolução do duodécimo da Câmara Municipal.