Guti decreta extinção da Proguaru e demissão atinge 4,7 mil funcionários

O prefeito de Guarulhos, Guti (PSD), publicou no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (27), o decreto número 38316 determinando a extinção da Proguaru, empresa de economia mista, considerando “a situação financeira da sociedade e os seus maus resultados”, o “registro de expressivo número de reclamações feitas pelos munícipes por meio da Ouvidoria Geral do Município e ou diretamente à Câmara dos Vereadores e ao Ministério Público, relacionadas com a deficiência na prestação de serviços”, entre outros.

O decreto do prefeito também leva em consideração o parecer elabora pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (Fipe), “que comprovou a grave crise financeira, a inviabilidade de recuperação econômica e da continuidade da prestação de serviços pela Empresa Progresso e Desenvolvimento de Guarulhos S/A”. O parecer foi divulgado no mês de julho.

Em dezembro, a Câmara Municipal aprovou o projeto do Executivo de extinção da empresa, que atingirá cerca de 4,7 mil funcionários.

Pelo decreto de Guti, assinado justamente no dia em que a empresa completa 42 anos, será formada uma Comissão Liquidante, que deverá ser chamada de Comissão de Liquidação da Proguaru, que será responsável pela dissolução e deliberação sobre a execução dos contratos em vigor. A Comissão também será responsável pelas rescisões dos funcionários, além da gestão das dívidas e do patrimônio da empresa.

Nota de entidades sindicais considera o decreto “precipitado’ e Guti ‘autoritário’

Após a publicação do decreto, uma comissão formada por sindicalistas, lançou no início da noite nota afirmando que a decisão de Guti mostra “autoritarismo e desespero”. “Certo de que perde apoio popular, agrava a revolta dos trabalhadores, agrega o sindicalismo contra sua postura, se desgasta perante representantes do Legislativo e confronta órgãos do Judiciário, o prefeito Guti tenta precipitar o fechamento da Proguaru”, diz.

Ainda segundo a nota, o decreto foi “precipitado” e “agrava a angústia entre os empregados da Proguaru e acende o pavio da revolta dos que temem, com razão, ficar sem emprego, sem salário e sem condições de manter a família”.

E orienta o trabalho da Proguaru a se manter “sereno e firme, na resistência, em contato com seu Sindicato (Stap), com o Sincoverg, a Comissão de Trabalhadores e também a CEE da Câmara”. E finaliza: “Pedimos aos cidadãos que se engajem nessa luta justa, pois o fim da Proguaru deixará a cidade sem zeladoria, jogará serviços essenciais nas mãos de terceirizadas e prejudicará a qualidade de vida da população”.