Especialistas falam sobre a fissura labiopalatina no Hospital da Criança

Foto: Giuliana Carmo/IDGT

A fissura labiopalatina foi tema de uma palestra no Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA), em Guarulhos administrado pelo IDGT, no dia 18 de outubro. A cirurgiã plástica Dra Jullyana H. Peixoto e os doutores Ronaldo Iurovschi e Nelson Corazza Junior, especialistas em buco-maxilo, falaram sobre os tipos de fissura, tratamentos e os cuidados necessários.

O tratamento oferecido no HMCA é gratuito, referência no Alto Tietê e conta com o apoio do IDGT e da Smile Train. Ele deve começar no nascimento e, normalmente, ir até os 18 anos de idade. “A luta que o IDGT acabou assumindo é grande e nós honramos este compromisso buscando sempre melhorar os serviços oferecidos”, explicou Iurovschi.

Em média, Jullyana, Iurovschi e Corazza Jr. atendem mais de 115 casos anualmente, contando com primeiro contato, cirurgias e acompanhamentos. Iurovschi explicou como é o agendamento para as primeiras consultas. “Os fissurados são recebidos em qualquer unidade de saúde e encaminhados para o Ambulatório da Criança e/ou atendimento no ambulatório do HMCA, via SISREG (Sistema Nacional de Regulação). Iniciado o acompanhamento com a equipe, as cirurgias serão programadas conforme a necessidade de cada caso. A parte cirúrgica é a que fazemos há mais tempo no HMCA.”

As categorias das fissuras são divididas em quatro, sendo elas: fissuras pré-forame incisivo (atingem o lábio), fissura pós-forame (envolvendo úvula e o céu da boca), fissura transforame (aberturas totais do lábio ao céu da boca) e a rara fissura da face.

A cirurgiã plástica Jullyana H. Peixoto explica que os tratamentos incluem cuidados alimentares, com odontologia, otorrinolaringologista (nariz, garganta e orelha), fonoaudiologia, acompanhamento psicológico e com o serviço social. “O tratamento realizado por nós, no núcleo de fissurados, envolve a criança receber os cuidados de acordo com a má formação. A primeira cirurgia pode acontecer aos três meses de vida do bebê. Já as cirurgias plásticas do nariz e ortognática podem ser feitas a partir dos 15 anos”, concluiu a cirurgiã.