Quase 20% dos frequentadores do Bom Prato estão desempregados

Quase 20% dos frequentadores do Bom Prato estão desempregados. A constatação faz parte de uma pesquisa de perfil da rede de restaurantes, realizada pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo (SEDS).

Os pesquisadores ouviram 2.533 frequentadores no período de abril de 2016 a março de 2017. O número apresentou crescimento considerável já que em 2014 era de 10% e no ano seguinte foi registrado como quase 8%. A margem de erro é de dois a três pontos percentuais.
Segundo o levantamento, 77% disseram frequentar o restaurante de três a cinco vezes por semana. Em Guarulhos, a unidade serve diariamente 1.600 refeições no almoço, por R$ 1,00; e 300 no café da manhã, por R$ 0,50.
A queda do número de frequentadores com até um salário mínimo passou de 45% em 2014, para 9% em 2016. Mais de 36% que podem estar no mercado informal. A mudança de perfil também revela que o número de pessoas com carteira assinada diminuiu de 24% para 19%, de 2015 para 2016. Cerca de 4,2% no período.

O número de jovens entre 17 a 24 anos também aponta os desdobramentos da crise. Em 2015 representavam 10,1% e em 2016 passou a 17%. Um crescimento de 7% da faixa etária. O público masculino aparece como maior frequentador. Cerca de 59,1% são homens contra 40,5% mulheres em 2016.
É a primeira vez que um levantamento de perfil de frequentadores dos 51 restaurantes populares do Governo do Estado registra em específico, os reflexos do aumento do desemprego no país. “Temos acompanhado a demanda criada pelo crescente desemprego. O programa Bom Prato tem se mostrado um eficiente meio para garantir economia e refeição saudável para esse novo cenário econômico do país. São mais de 85 mil refeições diárias”, afirmou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, Floriano Pesaro.

Perfil – A classe média com até três salários mínimos é um público novo e crescente no Bom Prato e passou de 39% em 2014, chegando a 69% em 2016. Foi observado que 69% dos frequentadores residem em casa própria, sendo que 22% em casa alugada e 2% residem em albergues. De acordo com os entrevistados, 93,6% frequentam o restaurante pelo valor da refeição, 87,9% pela refeição saborosa e 60,2% pela localização.