Antônio Boaventura

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O estádio municipal Antônio Soares de Oliveira, no Jardim Tranquilidade, tem capacidade para pouco mais de 6 mil pessoas. No entanto, a interdição de uma das arquibancadas laterais, projetada há 10 anos, reduz as condições de ocupação de sua totalidade, que atualmente tem a permissão dos órgãos de segurança para receber pouco mais de 4 mil pessoas. A expectativa é a reabertura do espaço até o final deste ano.

Em meados de junho de 2014, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) considerou irregular a prestação de contas da construção da arquibancada lateral. Naquela ocasião, o órgão entendeu ser irregular a contratação da Proguaru pela prefeitura sem a realização de processo licitatório. O contrato da obra foi assinado em 2007 com um custo de R$ 12 milhões.

Além dos problemas administrativos, a orientação do Corpo de Bombeiros para a liberação daquela parte do estádio está voltada para a adequação da área que compreende a arquibancada e a instalação de equipamentos de segurança. Segundo apuração do HOJE, a iniciativa privada deve auxiliar o município a custear as adequações..

“Precisamos resolver esta questão, até por que já faz muito tempo que ela foi utilizada. É um benefício muito grande para a cidade, em especial, nos jogos da Copa São Paulo. E pudemos ver que o estádio precisa de uma capacidade maior”, declarou Edson David Filho, presidente do Flamengo.

Nesta quarta-feira (16), Peterson Ruan, secretário de Governo, Iltonjorge Roque, subsecretário de Esporte, Marco Antônio, secretário de Obras, e David Filho, estiveram nas dependências do estádio para vistoriar o local e planejar estratégias para fazer os reparos necessários para viabilizar aquela estrutura.

“Temos que fazer valorizar o dinheiro público que já foi investido. Temos pretensões maiores, já que podemos ter um clube em divisões maiores. É uma exigência da Federação Paulista de Futebol (FPF) para receber grandes equipes na Copa São Paulo”, explicou Iltonjorge Roque.

O HOJE apurou que a arquibancada está interditada pelo grau de inclinação inadequado. A estrutura precisa de barra de esmagamento ou guarda-corpo para proteção dos torcedores como na Arena do Corinthians, no setor de visitante, e na Arena Independência, em Belo Horizonte. Além de viabilizar adequações nos banheiros, inclusão de um portão de saída e asfaltar a área externa.

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