Política: Por falta de quórum, Câmara Municipal deixa de votar contas da gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida

Debandada de parlamentares em meio à sessão parlamentar prejudicou a votação das contas do ex-prefeito Sebastião Almeida, ex-PT e agora no PDT - Crédito: Divulgação

Antônio Boaventura
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O número insuficiente de vereadores na sessão extraordinária desta quinta-feira (03), realizada de forma virtual, impediu que a Câmara Municipal pudesse votar as contas da gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida, antes no PT e agora no PDT, dos anos de 2013, 2014 e 2015. Contudo, o vereador Professor Jesus (Republicanos), presidente daquela Casa de Leis, afirmou que estas serão votadas na próxima semana.

O mandatário utilizou como justificativa para o novo adiamento da votação o número insuficiente de parlamentares presentes na sessão virtual, que a Câmara realiza desde o começo do mês de abril por conta do avanço da pandemia provocada pelo Covid-19. Depois de mais de uma hora, os trabalhos contavam apenas com 17 vereadores. A quantidade mínima é de 18 dos 34. “Não foi votada por que faltou quórum. Mas, na semana que vem sem falta votaremos”, explicou Jesus.

Integrante da Comissão de Finanças e Orçamento, responsável pela análise do respectivo conteúdo, o vereador Wesley Casa Forte (PSB) lamentou o fato e classifica como grave os apontamentos realizados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), que foram utilizados para justificar a reprovação das contas da gestão do ex-petista em três dos quatro anos de seu último mandato encerrado em 31 de dezembro de 2016.

“Avalio de forma negativa, pois os apontamentos do Tribunal de Contas do Estado em relação a reprovação das contas do ex-prefeito [Sebastião] Almeida são extremamente graves, principalmente no quesito Educação. Devemos tratar de maneira responsável. Isso é o que toda população de Guarulhos espera de seus representantes”, declarou Casa Forte.

Apesar de rejeitada no final de 2017 as contas do ano de 2013, o ex-prefeito conseguiu na Justiça anular a decisão do parlamento guarulhense sob alegação de que o Legislativo não lhe ofereceu espaço ou oportunidade para apresentar sua defesa em relação ao processo votado pelos vereadores. Pouco mais de 40% daqueles que compõe a atual legislatura e votaram a gestão financeira de seis anos atrás não estavam entre os 34 parlamentares da legislatura anterior.