Hospital Carlos Chagas abre sindicância para apurar fraude no processo de vacinação contra covid-19

Antônio Boaventura
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O Hospital Carlos Chagas revelou com exclusividade ao HOJE, que abriu sindicância para apurar os motivos de suposta fraude no processo de vacinação contra covid-19. A reportagem obteve a informação de que funcionários da Líder Parking, administradora de estacionamentos, estavam sendo vacinados mesmo fora dos grupos considerados prioritários.

Segundo o hospital a sindicância terá como objetivo a “apuração dos fatos relatados e providências cabíveis”. No entanto, a unidade não informou quantas doses da vacina recebeu do Ministério da Saúde.

Em contrapartida, Gabriel Couto, responsável pelo departamento financeiro da Líder Parking, confirmou que funcionários da empresa foram vacinados. De acordo com Couto, foram vacinados cerca de oito colaboradores de diferentes funções e idades. Ele também ressaltou que esta situação se fez necessário por entender que estes são os primeiros a terem contato com possíveis infectados pelo coronavírus.

“Estamos vacinando aqueles que estão na linha de frente. O primeiro contato dos pacientes é com os manobristas do estacionamento. Funcionários de outras unidades em hospitais também serão vacinados”, explicou Couto.

Já a Prefeitura de Guarulhos, através da Secretaria de Saúde, informou que devido à quantidade reduzida de doses que o município recebeu, neste momento, apenas estão sendo vacinados os profissionais de saúde com maior risco de exposição à infecção, agravamento e óbito pela doença, além dos indígenas já mapeados na cidade.

A Administração Pública ressaltou que toda e qualquer denúncia relativa à vacinação da covid-19 deve ser formalizada na Ouvidoria da Saúde (0800 772 2986) e também no Ministério Público, que criou um canal específico para isso.

O Governo do Estado esclarece que neste primeiro momento, profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e quilombolas receberão as doses, com o apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local. A inclusão de novos grupos populacionais será norteada pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde.

A campanha de imunização contra a covid-19 em São Paulo é desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas do órgão federal. À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra o coronavírus serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.