Antônio Boaventura

boaventura.guarulhoshoje@gmail.com

Segunda maior cidade do estado de São Paulo, 12º PIB (Produto Interno Bruto) do país e com um orçamento que ultrapassa a casa dos R$ 4 bilhões, Guarulhos ainda vive a expectativa de estrear uma de suas equipes na elite do futebol paulista. De acordo com o ex-atacante Nilson, que soma passagens por Palmeiras e Corinthians, uma premiação de quase R$ 60 mil impediu essa possibilidade em 2004.

Naquela ocasião, o Rubro-Negro guarulhense chegou ao quadrangular final do Campeonato Paulista da Série A2 como favorito para conquistar o acesso e disputar a principal divisão do estado pela primeira vez em 2005. Internacional de Limeira, que ficou com o título e, consequentemente, com a vaga, Taubaté e Taquaritinga eram os oponentes na etapa derradeira da competição.

“O Flamengo perdeu uma grande oportunidade. Nessa oportunidade subia apenas uma equipe. No momento de pedir a premiação, por que os jogadores só ganhava o salário, a molecada pediu pra discutir o assunto e o presidente falou que não teria nada”, declarou Nilson.

Com desempenho aquém da expectativa, o Corvo terminou a fase final do segundo nível do futebol estadual na lanterna com apenas 3 pontos conquistados em 6 jogos realizados. O ex-atacante ainda revelou que o título da competição não veio por conta da ausência de premiação financeira ao elenco, que contava com cerca de 26 atletas.

O HOJE obteve a informação de que o pedido foi para que cada jogador pudesse receber R$ 2 mil no caso da conquista do acesso.

“[E sem a premiação] a molecada falou que não iria subir e largaram. O treinador com a derrota no primeiro jogo foi embora e ficamos sem treinador. Os caras começaram a beber e vinham treinar bêbados, além de treinar um período só”, concluiu.

E cinco anos depois, o escrete flamenguista voltou a estar na fase final da A2 e disputou novamente com o Taquaritinga, Monte Azul e Rio Claro uma vaga na elite do futebol estadual em 2009. Entretanto, encerrou esta etapa na 3ª posição daquele grupo e ficou pelo caminho. A reportagem procurou Ricardo Beires, ex-presidente do Flamengo na época, para comentar o assunto, mas ele não atendeu as ligações.

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