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Maior retrospectiva já feita sobre os 50 anos de trajetória da obra de Ivald Granato ganha nova montagem, no Sesc Guarulhos

O Sesc Guarulhos recebe a mostra My Name Is IVALD GRANATO Eu Sou. Com curadoria de Daniel Rangel, a exposição fica em cartaz até 20 de fevereiro de 2021, reunindo mais de 500 obras e documentos, em suportes analógicos e virtuais, que mapeiam 50 anos de trajetória dedicada à arte do multifacetado artista fluminense (1949-2016).

Após uma primeira montagem no Sesc Belenzinho, onde foi vista por mais de 30 mil pessoas, a exposição – totalmente remodelada com novo projeto expográfico – terá entrada gratuita, sempre de terça a sexta, das 15h às 21h e aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo site sescsp.org.br/guarulhos. As visitas à mostra têm duração máxima de 60 minutos e o uso de máscara facial é obrigatório para todos, durante todo o período.

O desenvolvimento da mostra contou com a intensa participação da família Granato. A filha, a jornalista Alice Granato, dirigiu as 30 vídeo-entrevistas presentes na exposição e fez a coordenação editorial do catálogo e a pesquisa iconográfica do painel de fotos sobre a vida do artista. Já a companheira de Granato, Lais Machado Granato, e os filhos Diogo e Pedro, participaram ativamente do desenvolvimento da concepção da exposição, sendo que o primeiro auxiliou diretamente o curador Daniel Rangel a remontar o ateliê de seu pai.

Uma das novidades desta montagem é a presença do cavalete original que acompanhou Granato durante praticamente toda a sua carreira. A peça estará exposta ao público pela primeira vez, no espaço da mostra que reproduz seu ateliê. O cavalete estava sob os cuidados de Fernando Mendonça, artista maranhense, muito amigo de Granato e de sua família, que juntos viabilizaram a inclusão desta peça tão importante em sua trajetória para a mostra no Sesc Guarulhos.

A Exposição

A pintura é o eixo principal do conteúdo expositivo: são mais de 300, entre as dispostas no espaço físico e as distribuídas em galerias digitais, divididas a partir de vibrações cromáticas. Além das telas, desenhos, esculturas, arte postal, cadernos de artista, objetos, documentos e vídeos, em suportes analógicos e virtuais, dimensionam o seu legado.

A exposição foi dividida em seis núcleos e busca revelar nuances do processo de criação e das memórias pessoais e artísticas de Granato.

Na Galeria, maior espaço da mostra, um conjunto de obras demonstra “a força do gesto, a expressividade, a cor, o movimento e a luminosidade que nortearam sua produção”, segundo o curador Daniel Rangel. “Uma linha do tempo parte de 1968 com seu estilo vinculado à pop art, passa pela ruptura do suporte e a figuração do corpo humano e encontra o abstracionismo, reunindo obras que integram acervos de instituições como a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o MASP – Museu de Arte de São Paulo, coleções particulares e, em sua maioria, deixadas pelo artista com sua família”, detalha Rangel.

Performances traz fotos, vídeos originais e algumas peças de roupa e acessórios utilizados por Granato em ações performáticas que se tornaram icônicas, como Mitos Vadios (1978). Exibidas ao lado do vídeo-documentário experimental Ivald Granato in Performance, de Tadeu Jungle e Walter Silveira, compõem, na visão do curador, “um resumo divertido e escrachado de um artista que também sabia como atuar”.

Núcleo central da exposição, Ateliê é dedicada ao processo criativo do artista, apresentando centenas de objetos utilizados em suas pinturas e colagens. “São trenas, espelhos de tomadas, revistas, catálogos, luminárias e até vasos de cerâmica realizados por sua companheira, Lais Machado Granato, que recriam o espaço lembrado como um dos principais pontos de encontro da vanguarda paulistana da época”, conta o curador.

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