Magazine Luiza começa a operar novo centro de logísitica em Guarulhos

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O Magazine Luiza começou a operar, neste fim de ano, o maior centro de distribuição (CD) da rede, em Guarulhos, na região de Cumbica. Com 100 mil m2, ele começou a ser planejado há cerca de três anos para atender ao aumento da demanda logística da companhia.

Com essa e outras unidades lançadas em 2021, a capacidade de armazenagem do Magalu cresceu em 30% no ano. A empresa chega em dezembro com 21 CDs e 1 milhão de m2 de área para estocagem. Somadas às lojas, até 2023 a companhia espera ter 2 milhões de m2 no total.

Construído para dar folga à empresa, o CD de Guarulhos usa atualmente em torno de 40% de sua capacidade de armazenagem e 15% da de expedição. São enviados dali de 8 mil a 12 mil pedidos por dia.

Com grandes expectativas para o segundo semestre frustradas pelo aumento da inflação e o desemprego, o Magalu viu seus estoques aumentarem de 70 para 100 dias, de acordo com os resultados mais recentes apresentados. Esse revés fez a companhia aumentar as provisões – dinheiro destinado a possíveis perdas.

A companhia aposta na Liquidação Fantástica, o tradicional evento do Magazine Luiza, que costumava reunir filas de clientes em suas portas até a pandemia. “A gente tem um alinhamento com a área comercial que dá uma equilibrada nesse estoque”, diz o diretor de logística do Magazine Luiza, Marcio Chamas. “As vendas no último trimestre têm sido planejadas para a equalização no nível no nosso inventário e temos grandes expectativas em relação à Liquidação Fantástica, que sempre deu ótimos resultados ao Magalu.”

Com 450 funcionários fixos e cerca de 150 temporários para atender à demanda de fim de ano, o empreendimento tem capacidade para 600 trabalhadores permanentes. O espaço começou a ser abastecido em setembro e entrou em operação em novembro.

Foi feito no esquema “built to suit” (contratos de locação de longo prazo, no qual o imóvel é construído para atender a um locatário específico) pela empresa de instalações logísticas GLP. Em 2020, mais de 65% dos novos contratos da GLP foram assinados para operações de e-commerce. Nos últimos cinco anos, esse setor deu um salto em seu portfólio: de 20% em 2016 para 61%, em 2021.

Enquanto imagens de CDs hiper tecnológicos de empresas de comércio digital aparecem pelo mundo, o novo espaço do Magalu é mais analógico. Diferentemente do polo logístico de Louveira (SP) da empresa, com esteiras automáticas para ajudar na movimentação dos produtos, o principal atributo do nova instalação é a alta capacidade de armazenagem, hoje usada principalmente para grandes produtos.

Se em Louveira a premissa é a rapidez para itens mais leves atenderem rapidamente aos pedidos do online, Guarulhos é voltado ao atendimento de 166 lojas do Estado de São Paulo e irá movimentar 950 mil produtos por mês quando estiver com 100% de funcionamento. O espaço ainda deve servir para suprir possíveis faltas de estoque por todo o território nacional, além de atender a pedidos online com entregas de, em média, um dia de prazo.

“O CD de Louveira é um CD de quase 10 anos”, diz ele. “Quando começamos o e-commerce, 100% das nossas entregas saiam de lá. Preparamos aquele espaço para um nível de automação mais sofisticado. Esse (Guarulhos) é um CD novo para o qual temos planos de automação, mas que ainda não foram implantados.” Uma venda que sai do site e está em uma área de cobertura comum aos dois CDs, por exemplo, é processada de forma mais rápida pelo CD de Louveira.