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Mulheres vítimas de violência ainda vivem aprisionadas em uma rede que as impede de se libertar do parceiro agressor

Foto: Anete Lusina/Pexels
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“Eu não falava das agressões para a minha família porque sempre fui muito independente e tinha vergonha, na época. Ele chegou a procurar os locais onde eu trabalhava para tentar me difamar, procurou a minha família, chefia, todo mundo para divulgar imagens íntimas minhas”.

O relato acima demonstra uma situação de uma mulher que ficou por 10 anos com o seu ex-companheiro. Apanhou três vezes e sofreu diversas formas de abuso psicológico, ameaças e chantagem emocional quando queria romper o relacionamento. Uma realidade em muitos lares em todo o mundo. O HOJE dá voz às mulheres e traz dados e histórias que revelam dor, sofrimento, desrespeito, revolta, impunidade, entretanto, acima de tudo, superação e retorno à vida.

No Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta terça-feira (8), muitas conquistas são celebradas. Entre elas o direito ao voto, o crescimento do número de mulheres no mercado de trabalho, o maior número de líderes femininas em diversos segmentos da economia e na política, entre outras boas notícias. A má notícia é que as mulheres vítimas de violência vivem aprisionadas em uma rede que as impede de se libertar do parceiro agressor e não se trata apenas da violência física.

Infelizmente, a violência ainda assola muitas mulheres. Diariamente, elas são vítimas das mais variadas formas de agressão física, psicológica, moral, patrimonial e/ou sexual. Essas formas de agressão são complexas, perversas, não ocorrem isoladas umas das outras e têm graves consequências para a mulher. Qualquer uma delas constitui ato de violação dos direitos humanos e deve ser denunciada.

Em sua casa, a mulher pode sofrer violência por parte do pai ou marido, por não os obedecer. Na rua, ou em ambiente de trabalho, se torna vítima de assédio e violência física, nos casos em que decide confrontar. O comprimento da saia, que se torna justificativa de que ela “pediu” para receber cantada, nome disfarçado para assédio. Na vida íntima, quando a mulher é forçada a fazer sexo contra a sua vontade e consentimento, mesmo dentro do casamento. Sendo ainda nos casos em que é penalizada física e psicologicamente por isso.

Ao sofrer violência, a mulher pode enfrentar diversos traumas e doenças durante a vida. Alguns cenários são: sentir que não é apta a estudar, obter novos aprendizados e buscar um futuro melhor para si; pode enfrentar dificuldades para emitir suas opiniões em casa ou no trabalho. Tudo isso por ter sido silenciada frente a outras pessoas ou receber menosprezo por ser mulher.

Em todos os casos, a ajuda do poder público – por meio dos programas oferecidos pela Prefeitura de Guarulhos – e das forças de segurança foi decisiva para que a realidade fosse diferente e não terminasse em feminicídio, crime que também vem crescendo no país. Diversos órgãos de Guarulhos refletem o volume de denúncias e ações de violência contra a mulher e revelaram índices elevados no ano passado.

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