Gandula em partida no Morumbi, paratleta guarulhense espera por expansão desta iniciativa

Antônio Boaventura

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Ela não é natural da cidade, mas adotou Guarulhos como sua verdadeira casa. Medalha de Bronze no Panamericano de Lima, no Peru, neste ano, Paola Klokler defende a Seleção Brasileira de Basquete sobre cadeiras de rodas há quase 11 anos e teve a oportunidade de participar da partida entre São Paulo e Avaí, válida pelo Campeonato Brasileiro, como gandula. A paratleta espera que esta iniciativa possa ter vida longa.

Esta ação foi realizada por uma determinada construtora, que patrocina alguns clubes de futebol, com a proposta de promover a inclusão de pessoas com mobilidade reduzida. Além de Paola, a empresa escolheu outras nove pessoas nestas condições para que pudessem atuar como gandulas naquele jogo.

“Foi muito legal e algo que ninguém imaginava. E deu super certo. Mostrou que realmente é possível um deficiente atuar em qualquer área que ele deseje! E, principalmente, mostrou a todos que estamos aqui pra isso. Super tranquilo e uma equipe toda envolvida. A recepção das arquibancadas foi top demais. E lógico o recado foi dada de maneira alegre e descontraída”, descreveu a paratleta Paola Klokler.

Ela também acredita que a conscientização dos demais em relação ao espaço que as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência física está crescendo no País. Paola ressalta que as promessas políticas e sociais precisam se tornar realidade, e que dessa maneira a vida de muitas pessoas seria facilitada.

“A tendência é sempre melhorar e não adianta o Brasil fazer política em prol da pessoa com mobilidade reduzida e eu não poder andar na calçada pela quantidade de buracos e desníveis. Se metade do que é discutido, hoje, já fosse colocada em prática nossa vida seria bem mais simples”, concluiu.

Atualmente, Paola Klokler defende as cores do HC Ypiranga (equipe mista), que tem sua sede na Capital e do paraense All Star Rodas (equipe feminina).

Foto: Levi Bianco