Reportagem: Ulisses Carvalho

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Um coveiro que pediu para não ser identificado, com medo de possíveis represálias, informou em entrevista ao HOJE que os cemitérios administrados pela prefeitura sofrem com a falta de materiais de limpeza e higiene, além da falta de funcionários. Um dos locais que mais estaria sofrendo com esse problema é o Cemitério Nossa Senhora do Bonsucesso.

“Falta papel higiênico, tem para o velório, mas para os funcionários está em falta”, destacou, alegando também que os responsáveis pela administração dos cemitérios do Bonsucesso e do São Judas Tadeu, no Picanço, não estariam concedendo para os coveiros o abono de um dia de folga na semana, devido à falta de funcionários.

Sobre a questão do abono, a administração municipal informou que está sendo concedido conforme a lei. “Quanto ao artigo 115 da Lei 1429, a concessão do abono da falta está sendo concedido de acordo com o que consta na lei, desde que devidamente justificado e solicitado com antecedência, a fim de não prejudicar o atendimento à população, conforme orientação dada a todos os servidores tão logo foram transpostos”, informou.

Sobre a falta de coveiros, o funcionário destacou a reportagem que no cemitério do Bonsucesso são dois plantões, um com apenas quatro funcionários e outro com cinco. “Acredito que seria necessário pelo menos sete coveiros”, destacou. Além dos plantonistas, o cemitério também tem os operacionais, que trabalham de segunda a sexta-feira, e que no Bonsucesso estaria em torno de oito profissionais.

Prefeitura afirma que não existe falta de produtos de limpeza

Em nota, a administração municipal informou que não existe falta de materiais de limpeza e higiene. “Os materiais estão sendo fornecidos normalmente e que, portanto, não há falta de tais itens, mas sim controle para que não haja desperdício dos mesmos”, informou.

Além disso, a prefeitura também alegou que estão sendo realizados os procedimentos para a abertura de concurso de auxiliar operacional funerário (coveiro), agente funerário e agente técnico de serviços funerários.

“Em relação ao quadro de servidores dos Cemitérios Nossa Senhora Do Bonsucesso e do Picanço, a quantidade dos auxiliares operacionais funerários (coveiros) é suficiente para atender as demandas de sepultamentos destes cemitérios, assim como esclarecemos que os auxiliares operacionais não tem atribuição e não efetuam nenhuma tarefa ligada diretamente ao sepultamento”, afirmou.

Segundo o governo, o Cemitério do Campo Santo, na Vila Rio de Janeiro, é o que tem a maior média de sepultamentos diários, com 13, seguido pelo Bonsucesso, com quatro, além do São Judas Tadeu, com apenas um e o Cemitério São João Batista, localizado na região central, com média mensal menor que um sepultamento.

Foto: Ivanildo Porto

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