Guarulhos continua sendo a 15ª maior cidade brasileira no consumo de artigos para casa e decoração

Guarulhos manteve sua posição no ranking do varejo de artigos para casa e decoração e continua entre as maiores cidades do Brasil quando o assunto é o consumo desses produtos. Mapeamento produzido pelo segundo ano consecutivo pela ABCasa (Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores) e pelo instituto IEMI Inteligência de Mercado mostra que, em 2018, a cidade ficou na 15ª colocação no ranking brasileiro, mesmo posto alcançado em 2017.

A contribuição de Guarulhos no mapa geral de consumo, no entanto, subiu, passando de 0,60% para 0,63%.

Guarulhos está atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Campinas, Belém, Manaus, Goiânia e Florianópolis.

No estado de São Paulo, a cidade é a terceira colocada. O município fica à frente de cidades como São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos e inúmeras capitais, como João Pessoa, Aracaju, Campo Grande, Maceió, Vitória e Natal, entre outras.

No país, em 2018, as vendas do varejo tiveram um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior – o setor movimentou R$ 62,9 bilhões, contra R$ 54 bilhões em 2017.

Uma grande novidade da pesquisa foi a incorporação do setor têxtil (casa, mesa e banho). Dessa forma, foram registrados ganhos em praticamente todos os indicadores analisados, a começar pela produção: o novo setor acrescentou R$ 11,4 bilhões ao valor representado pelas áreas abrangidas pela ABCasa. Além disso, as vendas no varejo tiveram um ganho de R$ 18,4 bilhões, totalizando R$ 81,3 bilhões.

No ano passado, a produção de artigos para casa e decoração apresentou um crescimento de 8%, passando de aproximadamente R$ 24 bilhões para R$ 25,7 bilhões. Tal resultado foi possível graças às 20 mil unidades produtoras existentes no país. Contudo, por conta da crise econômica, houve uma redução de 2,9% no número de unidades produtoras.

De acordo com o levantamento, no entanto, existe uma indicação de que o setor vem melhorando seus níveis de produtividade e eficiência, seja pela adoção de melhorias no processo produtivo, novas tecnologias e até mesmo um aumento no valor agregado dos produtos relacionados à casa e decoração.

Em relação à cadeia de escoamento desses produtos até o consumidor final, foi registrada uma queda de 1,4% no número de atacadistas do setor. Com a inclusão de cama, mesa e banho, o crescimento fica em 0,4%. Quanto ao número de pontos de venda do varejo total, o setor apresentou uma contração de 2,3%. Com os novos segmentos, os números crescem 7%.

No geral, a mão de obra empregada no varejo manteve-se no patamar dos 2,2 milhões de funcionários. O varejo não especializado teve um acréscimo de 100 mil postos de trabalho, apresentando um crescimento de 6,7% entre 2017 e 2018.

Em relação ao comércio exterior, o setor teve um crescimento de 20% das importações, passando de US$ 1 bilhão em 2017 para US$ 1,2 bilhão em 2018. Em relação às exportações, também apresentaram crescimento de 8,1%, passando de US$ 872 milhões para US$ 943 milhões. Com a entrada do setor de casa, mesa e banho, houve um acréscimo de US$ 200 milhões em importações e US$ 47,1 milhões em exportações.