Início Guarulhos Ainda sem interessados, concessão de parques prevê troca de manutenção por exploração...

Ainda sem interessados, concessão de parques prevê troca de manutenção por exploração comercial dos espaços

Antônio Boaventura

[email protected]

Apesar da aprovação do prefeito Guti (PSB) a 15 meses da lei que permite a concessão da gestão dos espaços públicos na cidade para a iniciativa privada, ainda não apareceu interessados em explorar nenhum dos 17 parques que o município possui. Este processo obriga o concessionário a realizar a manutenção da área concedida em troca da exploração comercial.

O governo municipal ressalta que a Lei n.º 7.587 de 11 de outubro de 2017 não propõe a privatização dos espaços públicos. Ela tem o objetivo de disciplinar concessões e permissões para que serviços, obras e bens públicos se instalem nos espaços municipais, oferecendo benefícios para os frequentadores e também recursos para a cidade.

Ou seja, a Lei apenas possibilita a escolha de locais públicos para a criação de comércios como, por exemplo, lanchonetes, lojas e restaurantes, sem acarretar, de maneira alguma, em cobrança de entrada nestes locais. Será cobrada, apenas, a consumação dentro dos estabelecimentos privados. Entretanto, a administração pública não revelou o custo que tem com a gestão dos parques.

Contudo, populares ouvidos pelo HOJE nos parques Bosque Maia, na região central da cidade, e Fracalanza, na Vila Augusta, apontaram o abandono como principal motivo para que haja o repasse da administração pública à iniciativa privada. Eles entendem que os serviços ofertados tendem a ter uma melhor qualidade.

“É uma situação difícil. Desde que seja para melhorar e o que podem trazer para o parque, sim. Se converter isso em melhorias para a população, eu estou de acordo. Tem muito potencial a ser explorado aqui”, disse o comerciante e frequentador do parque Bosque Maia, Fábio Aranda.

Frequentador assíduo do parque Fracalanza, o aposentado Mário Filho acredita que a proposta possa beneficiar os usuários do parque. Ele enxerga a possibilidade de melhoria na infraestrutura. “Eu acho que tudo aquilo que é feito para melhorar eu concordo. A preservação e conservação dos equipamentos podem ter mais controle e apresentar melhores condições. Tem épocas que estes ficam abandonados”, concluiu.

- PUBLICIDADE -